Novo achado arqueológico paralisa obras em futura estação da linha 6 do metrô de SP
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As obras da futura estação 14 Bis-Saracura , da linha 6-laranja do metrô , foram paralisadas na última semana e não há data para retomada.
A interrupção nos trabalhos ocorre após a descoberta de novos achados arqueológicos no canteiro de obras no Bixiga, na região da Bela Vista, centro de São Paulo . Há indícios de que um espaço de culto pode ter existido no local.
Os vestígios estavam em um cômodo a 2,2 metros de profundidade, onde havia montinhos de anil, feixe de gravetos amarrados e outros elementos usados em algumas religiões de matriz africana.
As descobertas ocorreram em junho, durante monitoramento arqueológico da empresa A Lasca, contratada para acompanhar as obras da concessionária Linha Uni. O espaço estava abaixo de aterramentos e estruturas construtivas removidas após registro e identificação.
Desde então, o ritmo de trabalho no terreno onde era a sede da escola de samba Vai-Vai vinha sendo reduzido gradualmente, até parar de vez no fim da semana passada.
Nesta quarta-feira (26), havia poucos funcionários circulando pelo local, que parece um depósito com materiais de construção e ferro espalhados.
A concessionária Linha Uni, responsável pela obra de toda a linha e pela gestão do ramal metroviário, que teve as suas primeiras estações inauguradas parcialmente no mês passado, confirma a paralisação no canteiro.
No início do mês, a empresa havia dito à Folha que a pausa era temporária e apenas no trecho onde os objetos foram localizados. A paralisação agora é em toda a área.
A empresa diz que aguarda diretrizes do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) sobre o tratamento a ser dado aos materiais encontrados.
"Somente a partir dessa definição será possível replanejar o sequenciamento das atividades no local", afirmou a concessionária, que tem a empreiteira espanhola Acciona à frente.
Também em nota, o Iphan diz ter recebido em 28 de julho o relatório de monitoramento arqueológico do sítio Saracura-Vai-Vai, referente à área 6 do terreno da futura estação. E que só vai se manifestar após análise do documento por sua equipe técnica.
Movimentos sociais defendem que ocorra um processo de musealização da estação, com preservação dos achados no local.
Os artefatos estavam em uma das áreas do sítio arqueológico, mapeado desde 2022 e com escavações que chegaram a ao menos 7,5 metros de profundidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.