Saída de diretor é “gota d’água” e agrava crise de Infantino na Fifa
A crise política envolvendo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (19).
Mais federações nacionais e dirigentes da entidade retiraram o apoio à permanência do dirigente, após a saída do diretor de operações Kevin Lamour.
A decisão de Lamour de deixar a Fifa, anunciada na segunda-feira (17), ocorreu semanas depois de o executivo criticar publicamente o plano de Infantino de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições.
A saída foi considerada a “gota d’água” pelo húngaro Sandor Csanyi, um dos oito vice-presidentes da FIFA e integrante do Conselho da entidade.
Em carta enviada a Infantino e obtida pela Reuters, Csanyi afirmou ter retirado seu apoio ao presidente.
Leia Mais Análise: Infantino resiste à pressão, mas futuro na FIFA segue incerto Fifa: presidente das ligas europeias questiona permanência de Infantino Fifa reage e condena "esforço coordenado e contínuo" contra Infantino “A gota d’água foi a demissão inesperada de Kevin Lamour “, escreveu Csanyi.
Segundo o dirigente, Lamour exercia suas funções com alto padrão profissional e ético e contribuía para a transparência da organização.
Para Csanyi, o fato de sua saída ter ocorrido após críticas ao projeto de venda de direitos comerciais aponta para “sérias deficiências no julgamento profissional, nos padrões éticos e na liderança”.
A Fifa não respondeu aos pedidos de comentário.
Lamour havia afirmado anteriormente que funcionários da entidade foram “enganados” sobre o projeto, que, segundo ele, seria uma iniciativa concentrada nas mãos de uma única pessoa.
Pressão aumenta antes de eleição A saída de Lamour se soma às críticas de importantes dirigentes do futebol mundial.
Entre os vice-presidentes da Fifa que já questionaram a atuação de Infantino estão Aleksander Ceferin, presidente da UEFA; Sheikh Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC); e Vittorio Montagliani, presidente da Concacaf.
Infantino deverá disputar em março uma nova eleição para a presidência da Fifa.
Caso seja reeleito, comandará a entidade até 2031, em seu quarto mandato.
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