Democratas pedem procurador especial para investigar vínculos de Trump com Epstein
Legisladores democratas pediram, nesta segunda-feira, 26, a nomeação de um procurador especial para investigar os vínculos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o criminoso sexual Jeffrey Epstein , a oito dias das cruciais eleições de meio de mandato – em 3 de novembro, os americanos vão às urnas para renovar todos os 435 assentos da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de dezenas de governadores e diversos cargos estaduais de alto nível.
No pedido feito nesta segunda, os democratas do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes reacenderam as acusações de conduta sexual inadequada feitas contra Trump que, na época, era um amigo próximo do financista.
Epstein conviveu com milionários de Wall Street, membros da realeza (notadamente, o príncipe Andrew) e celebridades antes de se declarar culpado de exploração sexual de menores em 2008.
As acusações que o levaram à prisão em 2019 ocorreram mais de uma década após um acordo judicial que o protegia.
Ele foi encontrado morto por enforcamento pouco mais de um mês após parar atrás das grades.
Continua após a publicidade Desde o suicídio do financista na cadeia, documentos judiciais e administrativos vêm sendo tornados públicos gradualmente, revelando tanto acusações graves quanto declarações posteriormente desacreditadas.
A relação entre Trump e Epstein, por sua vez, é antiga: eles faziam parte de círculos sociais de elite de Nova York e da Flórida.
Em 2002, Trump disse à revista New York que o financista era “fantástico” e “muito divertido de se estar por perto”.
Ele também contou que a dupla se conhecia há 15 anos, acrescentando: “Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são do tipo mais jovem”.
Continua após a publicidade Durante meses, Trump lutou para impedir que o Departamento de Justiça divulgasse os chamados “Arquivos Epstein”, mas acabou assinando uma lei, aprovada pelo Congresso, que exigia a sua publicação.
O nome do presidente, de 80 anos, aparece repetidamente nos documentos, mas ele nega qualquer ligação com os crimes de Epstein.
“Cinco mulheres acusaram diretamente Trump de estupro ou agressão sexual na companhia ou na presença de Epstein”, disse o deputado Jamie Raskin, democrata de maior escalão no Comitê Judiciário, que acusou o Departamento de Justiça de “encobrir crimes para proteger o presidente”.
Apesar do pedido desta segunda, os democratas reconhecem que, por ora, é pouco provável que o Departamento de Justiça, sob a direção de Todd Blanche, que foi advogado pessoal de Trump, “dê sequer este passo mínimo”.
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