Israel promove genocídio e limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia, denuncia Guterres na ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas com críticas à atuação de Israel em Gaza e na Cisjordânia .
Guterres denunciou que o exército israelens e comete genocídio e promove uma limpeza étnica em ambos os territórios.
Ele ainda defendeu que a solução de dois Estados não pode deixar de ser discutida para o alcance da paz na região.
“Já se passaram quase três anos desde os abomináveis ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro.
Mas o que se seguiu foi um ataque contra os palestinos em Gaza, com uma escala de mortes e destruição sem precedentes em meus anos como secretário-geral”, afirmou o secretário.
Ele ainda acrescentou que a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada estão “demolindo o caminho para a paz” e “levantando o espectro da limpeza étnica”.
Guterres também afirmou, para além de Gaza e da Cisjordânia, que guerra de “consequências devastadoras” eclodiram em todo o mundo na última década, “prolongando-se com uma crueldade execrável”.
“Civis foram alvos de ataques.
Direitos humanos foram atropelados.
A fome foi utilizada como arma.
Trabalhadores humanitários foram mortos.
O direito internacional foi deixado de lado.
As divisões geopolíticas se aprofundaram”, declarou.
Guterres ainda criticou as barreiras impostas por Israel para impedir a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
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