Na ONU, Lula manda recado a Trump sobre interferência nas eleições: “Brasil não cabe no quintal de ninguém”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou parte de seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22), para responder às pressões do governo Donald Trump sobre o Brasil e defender a soberania nacional .
Sem citar diretamente o presidente norte-americano no momento da declaração, Lula afirmou que o país não aceita interferências externas em sua democracia e não se submete à influência de nenhuma potência.
A fala ocorre em meio às ameaças e declarações do governo dos Estados Unidos sobre a política brasileira e as eleições deste ano, em um movimento que o governo Lula tem tratado como tentativa de ingerência externa.
“Na América Latina e no Caribe, a proximidade com a maior potência do mundo é inescapável.
O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou Lula, arrancando aplausos da plateia da Assembleia Geral da ONU.
O presidente também criticou o retorno de pressões internacionais sobre processos democráticos e afirmou que o mundo voltou a conviver com práticas que considera ultrapassadas.
“Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular.
A democracia está novamente em xeque.
Voltamos a ver ingerências externas em processos eleitorais, investidas neocoloniais por recursos estratégicos e anacronismos”, declarou.
Segundo Lula, os países precisam escolher entre caminhos opostos nas relações internacionais.
“Somos chamados a optar entre o multilateralismo e unilateralismo.
Soberania ou subordinação”, afirmou.
“Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas” Ao abordar a relação entre América Latina, Caribe e Estados Unidos, Lula afirmou que a cooperação deve substituir a lógica da pressão e do confronto.
“Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento.
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