Nem todo problema nos olhos dá sinais. A perda de visão pode ser silenciosa
Na coluna anterior eu falei do olho que reclama: o ardor da noite, a vista cansada, as mosquinhas que atravessam o campo de visão.
Coisas que você sente.
Hoje eu falo do olho que não reclama.
E é justamente aí que mora o risco.
Porque as condições que de fato roubam visão, a degeneração da mácula, o glaucoma, a retinopatia, avançam em silêncio por anos.
Não ardem, não doem, não avisam.
Quando a pessoa percebe que a visão central ficou embaçada, boa parte do estrago já aconteceu.
É por isso que enxergar bem hoje não é o mesmo que ter um olho saudável, e é por isso que o exame anual com o oftalmologista existe: ele enxerga o que você não sente.
Meu papel é outro, e é complementar.
Ele cuida da estrutura e do diagnóstico.
Eu falo do terreno, daquilo que se constrói entre uma consulta e outra, no prato e na rotina.
A mácula, e o filtro que existe dentro do seu olho No fundo do olho existe uma região pequena, do tamanho de uma cabeça de alfinete, chamada mácula .
É ela que te dá a visão central, a de detalhe, a que você usa para ler esta frase e reconhecer o rosto de quem você ama.
A mácula vive numa situação difícil: recebe luz o tempo todo e trabalha em ritmo altíssimo, o que gera muito desgaste oxidativo, aquele processo que vai enferrujando as células ao longo dos anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.