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Quando as crianças brigam, você resolve ou ensina a resolver?

Folha Vitória ·
Quando as crianças brigam, você resolve ou ensina a resolver?

Artigo escrito por Gizelly Ramos , pedagoga, mestre em Resolução de Conflitos, especialista em conflitos infantis, autora do livro Mediadores Mirins e criadora do Método MIRIM.

“Foi ele!” “Ela começou!” “Ele pegou primeiro!” “Não fui eu!” Quem convive com crianças provavelmente já ouviu algumas dessas frases.

E, quando a discussão começa, é comum que o adulto entre em cena tentando descobrir quem está certo, separar os envolvidos e colocar um ponto final na situação.

Às vezes, funciona.

As crianças param de brigar, cada uma vai para um lado e a situação se estabiliza por um tempo.

Mas o que elas aprenderam com aquela situação? Essa pergunta pode mudar a forma como olhamos para os conflitos infantis.

Quando uma criança briga com um irmão, um colega ou um amigo, existe ali muito mais do que um problema que precisa ser terminado ou resolvido.

Existe uma oportunidade de aprendizagem.

Uma oportunidade para desenvolver habilidades que ainda estão em construção: expressar o que sente, esperar, negociar, lidar com a frustração, considerar outra perspectiva, reparar um dano e pensar em soluções.

Crianças não nascem sabendo fazer isso.

Elas aprendem.

E precisam de nós, adultos, para modelar e ensinar esse processo.

Se esperamos que uma criança saiba lidar com um conflito, precisamos nos perguntar antes: ela já teve oportunidade de aprender como se faz? A autonomia que esperamos das crianças não aparece sozinha.

Ela precisa ser construída.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.

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