Austrália prende homem acusado de repassar dados da Ucrânia à Rússia
A Polícia Federal Australiana prendeu um cidadão russo-australiano de 27 anos em Brisbane, acusado de tentar repassar à inteligência russa informações sobre militares ucranianos. A 7News Australia informou que ele pode pegar até 20 anos de prisão se for condenado.
Policiais prenderam o homem na quinta-feira, no bairro de Sumner, no sudoeste de Brisbane. Ele responde por uma acusação de tentativa de interferência estrangeira intencional.
A polícia afirma que o suspeito viajou à Rússia em outubro de 2024 e participou de treinamento de caráter militar. Ele voltou à Austrália em dezembro daquele ano e, segundo a investigação, manteve contato com pessoas que acreditava terem ligação com a inteligência russa.
Em maio de 2025, o homem viajou à Ucrânia e se juntou às Forças Armadas ucranianas, de acordo com a polícia. Os investigadores dizem que ele teve acesso a dados sobre militares, unidades e locais de atuação e tentou enviá-los a contatos ligados à Rússia.
Agentes cumpriram mandados de busca em imóveis de Brisbane e apreenderam aparelhos eletrônicos e outros itens. O material passará por perícia, e o suspeito deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Brisbane na sexta-feira.
A Polícia Federal Australiana iniciou a Operação Woodcreeper em junho de 2026, após uma investigação da Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO). A corporação afirma que as ações atribuídas ao homem colocaram em risco a segurança de militares ucranianos.
A polícia diz que não há indícios de ameaça atual ou anterior à Austrália. A investigação, porém, continua em andamento.
A comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, afirmou que é a primeira vez, desde a criação das leis em 2018, que a Força-Tarefa de Combate à Interferência Estrangeira acusa uma pessoa ligada à Rússia de tentativa de interferência estrangeira. Desde 2020, oito pessoas foram acusadas no país por crimes relacionados a espionagem e interferência estrangeira.
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