Com até 80% de superlotação, abrigos para crianças em Campo Grande têm falta de camas, cuidadores e itens de higiene
Criança em abrigo de acolhimento.
Willian Guedes.
Dos 14 abrigos de acolhimento para crianças e adolescentes afastados do convívio familiar em Campo Grande, pelo menos quatro funcionam acima do número de vagas previsto.
Em uma das unidades, há 36 crianças para 20 vagas, o que representa uma ocupação 80% superior ao limite.
Além da falta de vagas, a estrutura enfrenta problemas como escassez de camas, itens básicos de higiene, cuidadores e veículos para levar as crianças a consultas e outros atendimentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a juíza da Vara da Infância e da Adolescência, Katy Braun do Prado, garantir o funcionamento adequado do serviço é responsabilidade do município.
“Infelizmente, as crianças chegam em um espaço que não tem um leito para elas.
Elas vão encontrar uma cama, às vezes encontram um colchão sem lençol, e o número de cuidadores que é para 20 crianças não é suficiente para cuidar de 36, por exemplo.
E nem o número de veículos e de pessoas que podem acompanhá-las para atendimentos de saúde e outros de que elas necessitam”, afirmou.
Para a magistrada, a situação é especialmente preocupante porque as crianças são retiradas do convívio familiar justamente para serem encaminhadas a um ambiente seguro.
“É muito angustiante, porque quando o Estado precisa intervir numa família, ele está dizendo: ‘Olha, você não está demonstrando uma capacidade protetiva do seu filho, mas o Estado vai retirar essa criança até você se reorganizar e vamos colocar essa criança num local seguro’.
E é isso que o Poder Judiciário faz, representando o Estado.
E hoje eu não tenho a segurança de que eu estou levando essa criança para um lugar muito melhor do que o que ela tinha antes”, disse a juíza.
Katy Braun do Prado.
Willian Guedes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.