Casa no Dois de Julho vira palco de 12 horas de arte em Salvador
Uma casa pode ser palco, galeria, sala de cinema, espaço de convivência e lugar de encontro.
Na Casa Preta Espaço de Cultura, no Dois de Julho, os diferentes ambientes do casarão serão ocupados por essas possibilidades no próximo sábado, 19, durante a segunda edição do Nos 4 Cantos da Casa.
Das 12h à meia-noite, a programação reúne música, teatro, cinema, artes visuais e gastronomia sob o tema “Primavera nos Dentes”.A proposta de ocupar artisticamente os diferentes espaços da Casa Preta está na origem do evento.
Segundo Gordo Neto, coordenador geral do projeto, a ideia surgiu do desejo de explorar as características do casarão.
“Um quintal pode ser palco de um bom samba; uma sala, de uma intervenção audiovisual, uma exposição fotográfica; um terraço com uma bela vista para a Baía de Todos os Santos pode ser um lugar muito agradável para, no pôr do sol, ouvir um bom violão”, conta.
Nesta segunda edição, a ocupação ganha novos ambientes e uma programação mais extensa.
A Sala Ivana Chastinet, agora em pleno uso, será um dos espaços da programação, enquanto o recém-criado Espaço Joker, no subsolo, amplia as possibilidades de intervenções artísticas.
Ao todo, serão 12 horas de atividades ininterruptas.Encontros na casaA programação começa ao meio-dia com feijoada e segue, a partir das 14h, com o encontro entre o violeiro, sambador, cantador e cordelista Shalom da Viola e o grupo Família Nesse Samba, no Quintal.
A apresentação também representa um reencontro do artista com um espaço que faz parte de sua trajetória desde a infância.Shalom conta que sua relação com a Casa Preta começou aos sete anos, antes mesmo de o imóvel se tornar um espaço cultural.
Na infância, participava de carurus, sorteios de brinquedos e brincadeiras realizadas na porta e no subsolo da casa.
Entre 2015 e 2016, aos 22 anos, retornou como residente artístico de um coletivo cênico.
Durante a pandemia, também participou do projeto “A’Real da Live”.“Posso não estar sempre na Casa, mas a Casa nunca sairá de mim.
Tenho uma relação espiritual e de muito carinho com esse espaço super importante para nossa comunidade.
Sou nascido e criado aqui e não vejo o bairro Dois de Julho sem a Casa Preta”, afirma.A presença do samba na programação, para Shalom, também se relaciona com o papel da cultura popular na formação da identidade baiana e soteropolitana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.