'Não vou deixar cair no esquecimento', diz irmã de homem linchado em Copacabana
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A irmã de Cláudio Rafael Landeiro , que morreu ao ser linchado em Copacabana, no Rio de Janeiro , disse em entrevista divulgada neste domingo (23) que não vai deixar o caso ser esquecido. Ele foi vítima de uma falsa acusação de roubo. Quatro pessoas estão presas
"Por mais que eles estejam presos , tem que dar continuidade a todo o processo e não deixar isso cair no esquecimento. Se depender de mim, não vai", disse Fabiana Landeiro Hansen ao programa Fantástico , da TV Globo .
Rafael, segundo ela, era um irmão protetor e dócil, "que falava com todo mundo".
A família demorou alguns dias para relatar o caso às autoridades porque o registro do boletim de ocorrência estaria condicionado à apresentação da certidão de óbito, que, segundo Fabiana, demorou para sair.
"A gente [estava] num momento de muita dor, muita tristeza, e quer fazer tudo. Quer enterrar a pessoa, resolver a certidão, resolver com a polícia. Não tem como fazer tudo", disse. Ainda segundo ela, "a gente estava completamente em choque, com medo".
Rafael foi morto em 12 de agosto de 2026, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
Ele estava sentado na escadaria de um prédio da rua Felipe de Oliveira quando foi cercado por dois homens com mochilas de entregador, que chegaram de bicicleta. Um segurança havia suspeitado que a bicicleta que ele usava, e que pertencia à irmã dele, tivesse sido roubada.
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Em seguida, o segurança apareceu com um porrete e desferiu ao menos 30 pauladas. Rafael também levou socos e pontapés por mais de sete minutos, sem reagir em nenhum momento, até cair desacordado na calçada. Tudo foi registrado por câmeras de segurança do prédio.
Socorrido pelos bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Rafael morreu em decorrência de traumatismo craniano com hemorragia interna.
A Polícia Civil identificou quatro participantes, três deles agressores diretos. Todos tiveram prisão temporária decretada.
Na quinta-feira (20), foram presos Davi Santos Machado, o segurança apontado como autor das pauladas, e Jorge Luiz Ricardo Dias, 56, vigia que não agrediu a vítima, mas segurou a bicicleta e o porrete. Jorge disse ter tentado dissuadir Davi.
Na sexta-feira (21), Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, os dois entregadores, se entregaram à polícia.
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