Jovem morto em linchamento por bicicleta não reagiu, mostram novas imagens
Novas imagens exibidas pelo Fantástico, da Globo, mostram que Cláudio Rafael Landeiro Moreira, morto após ser espancado em Copacabana, no Rio , não reagiu às provocações ou agressões antes do linchamento.
Ele não fugiu, chegou a se sentar calmamente em frente à entrada de um prédio, apertou a mão de um segurança e, em outro momento, deu tapinhas nas costas dele. A polícia investiga o caso e a suspeita de que Cláudio tenha sido confundido com um ladrão de bicicleta.
Imagens mostram Cláudio mantendo a calma durante a abordagem. Segundo o Fantástico, as novas imagens mostram o jovem interagindo com os seguranças sem reagir às provocações. Em determinado momento, ele aperta a mão de um deles e depois dá tapinhas nas costas do segurança.
Jovem não foge e se senta para conversar. As imagens mostram ainda que Cláudio não tentou fugir durante a abordagem. Em determinado momento, ele se senta calmamente em frente à entrada de um prédio e permanece no local enquanto a situação se desenrola.
Jovem não reage às agressões. Segundo as imagens exibidas pelo programa, Cláudio não reage fisicamente às provocações e agressões que antecederam o linchamento. Um dos seguranças teria levado a bicicleta enquanto Cláudio era perseguido.
Espancamento durou cerca de nove minutos. Segundo o delegado Angelo Lajes, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ouvido pelo Fantástico, Cláudio recebeu 63 pauladas durante uma sessão de linchamento que durou aproximadamente nove minutos. Ele foi atingido no corpo e também diversas vezes na cabeça.
Segurança desconfiou que bicicleta era roubada. A bicicleta tinha banco desgastado e marcas de ferrugem. Segundo o Fantástico, Cláudio foi questionado se o veículo era dele e teria respondido que não. A bicicleta, porém, pertencia a uma das irmãs do jovem, segundo a família.
Segurança chegou a prender a bicicleta com cadeado. Um segurança fotografou o veículo e afirmou ter encontrado o dono. Depois, segundo as imagens exibidas pelo programa, a situação evoluiu para a perseguição e as agressões.
Entregador teria alertado sobre um suposto ladrão. Perto da meia-noite, um entregador teria comunicado a presença de um homem suspeito de roubar uma bicicleta e dito que o segurança havia "agarrado" um ladrão.
Socorro demorou cerca de 30 minutos. Ainda segundo o Fantástico, Cláudio permaneceu no local por aproximadamente 30 minutos antes de ser atendido pelo Corpo de Bombeiros.
Polícia apura a responsabilidade dos envolvidos. O caso é investigado pela 12ª DP, em Copacabana. A família afirma que Cláudio foi confundido com um ladrão e que a bicicleta pertencia à irmã.
Delegado classificou o episódio como linchamento. Lajes afirmou que a vítima foi submetida a uma sequência de agressões durante vários minutos, com golpes inclusive na cabeça.
Família descreve Cláudio como uma pessoa tranquila. Fabiana Hasen, irmã da vítima, disse que ele era "muito tranquilo" e "muito doce", além de protetor com as irmãs e sempre alegre, disse em entrevista ao programa da Globo.
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