2026, o ano que não começou?
E chegamos a setembro de 2026 com uma dúvida: já aconteceu algo realmente importante na saúde suplementar este ano? Uma grande mudança? Alguma proposta relevante avançou na direção de atualizar e aprimorar o sistema? Para grande parte do setor, pelo que temos observado, parece que o ano não começou.
No Congresso, por causa das eleições.
No Judiciário, pela complexidade da agenda e pelo envolvimento do STF na rotina política.
No Executivo, por outras prioridades.
Cabe então outra pergunta: a ausência de grandes novidades é boa ou ruim? Atrevo-me a propor que a resposta seja: boa e ruim.
É positivo que não tenham surgido projetos que, em anos eleitorais, costumam ser mais casuísticos, oportunistas ou, no máximo, ineficientes.
Ou seja: ganhamos ao não piorar.
Para quem, porém, enxerga o sistema de saúde suplementar aquém do que poderia ser – e do que o País precisa -, perde-se mais uma oportunidade de discutir, olhando para o todo e não para segmentos específicos, as reformas necessárias.
A lei da interoperabilidade, apesar dos esforços da secretária Ana Haddad e da deputada Adriana Ventura, pouco avançou.
Uma solução para os planos individuais, medidas que fortaleçam o sistema e permitam ao Brasil chegar, como sonhamos, a 70 milhões de beneficiários de planos de saúde, idem.
E assim por diante.
É uma lista conhecida e repetitiva daquilo que precisamos fazer e seguimos adiando.
Registrem-se, porém, sinais de movimentação por parte da ANS, com seu presidente defendendo publicamente uma agenda a ser discutida.
Para que ela se concretize, será fundamental a capacidade da Agência de priorizar pouquíssimos temas e concentrar esforços para que sobrevivam ao período eleitoral e nasçam, como prometido, do diálogo com o setor e da análise de suas possíveis consequências.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.