BBA reduz projeções para bancos e rebaixa Nubank; Bradesco é único bancão com compra
O Itaú BBA trouxe uma revisão mais cautelosa para o setor bancário brasileiro, com cortes de estimativas para 2027 e um rebaixamento de recomendação para o Nubank (BDR: ROXO34 ).
Embora a equipe de analistas afirme não ver preocupações imediatas com a qualidade de crédito, o cenário para os próximos anos passou a inspirar maior cautela diante da perspectiva de desaceleração econômica, menor estímulo fiscal e social e possíveis pressões inflacionárias associadas à alta recente de commodities e do petróleo.
Nesse contexto, o Itaú BBA decidiu reduzir suas projeções para a maior parte dos bancos sob cobertura e reforçou sua preferência por empresas ligadas ao mercado de capitais, como B3 ( B3SA3 ), BTG Pactual ( BPAC11 ) e XP (BDR: XPBR31 ), em detrimento a bancos tradicionais.
Nubank perde espaço entre preferidos A principal mudança do relatório foi o rebaixamento do Nubank de Outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para Market Perform (desempenho em linha com o mercado, equivalente à neutra).
O Itaú BBA também reduziu seu preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 18 por ação para a ação negociada na Bolsa de Nova York, ante US$ 20 anteriormente.
Segundo os analistas, embora a fintech continue sendo vista como uma vencedora de longo prazo e deva apresentar resultados sólidos no curto prazo, o ritmo de crescimento dos resultados tende a desacelerar em 2027.
O banco cita um ambiente potencialmente mais desafiador para o consumidor brasileiro, a redução dos estímulos governamentais, o amadurecimento da carteira de crédito pessoal e a expansão das operações nos Estados Unidos, que deve exigir investimentos adicionais.
Leia também BBAS3: ação sobe no ano com atenção às eleições – mas analistas seguem cautelosos Em análises recentes, Itaú BBA, JPMorgan e Bradesco BBI reiteraram recomendação neutra para os ativos BBAS3 Outro fator que entrou no radar foi a possibilidade de o Banco Central adotar medidas macroprudenciais voltadas a linhas de crédito de maior custo para as famílias, o que poderia afetar parte relevante da operação da companhia.
Diante desse cenário, o Itaú BBA reduziu em 8% suas estimativas de lucro para 2027 e passou a trabalhar com projeções cerca de 15% abaixo do consenso de mercado.
Bradesco passa a ser a principal escolha Com a mudança, o Bradesco ( BBDC4 ) tornou-se o único grande banco brasileiro com recomendação outperform na cobertura do Itaú BBA.
Os analistas veem a instituição oferecendo a melhor relação risco-retorno do setor, negociada a cerca de 1,1 vez valor patrimonial e 7 vezes lucro projetado para 2026.
Apesar de pequenos ajustes negativos em suas projeções de lucro, o banco acredita que o Bradesco apresenta sinais crescentes de melhora operacional tanto no varejo quanto no segmento corporativo.
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