Estudantes empurram barcos na lama para ir à escola durante seca no Bailique, no AP: 'Não tem outro jeito'
Estudantes empurram barco na lama para ir à escola durante seca no Bailique A seca rigorosa no Arquipélago do Bailique, distrito a 180 km de Macapá, no Amapá, reduziu o nível dos rios e travou a navegação do transporte escolar, afetando a vida dos moradores de diversas comunidades da região.
Com a foz do Igarapé Grande tomada por bancos de lama, estudantes são obrigados a desembarcar, empurrar as embarcações motorizadas e fazer longas caminhadas a pé pela mata para conseguir chegar às salas de aula e retornar para casa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp "A gente faz esse mesmo trajeto todo dia: tem que empurrar a rabeta, mas ela não passa de tão seco que está.
A gente anda na lama porque não tem outro jeito, a gente não pode fazer nada.
Chega num ponto que não dá mais para ir de barco.
A gente chega até numa certa distância e depois tem que entrar na mata para poder chegar na comunidade", relata a estudante Cheuda de Pinho, de 18 anos, em um vídeo gravado durante o trajeto.
Estudante Cheuda Batista de Pinho gravou um vídeo durante trajeto para a escola no Bailique.
Divulgação Espera na margem e logística comprometida Sem conseguir avançar pelos canais navegáveis, os alunos deixam os barcos encalhados na lama, caminham até uma casa de apoio na margem e aguardam autorização ou carona para atravessar trechos de mata até suas comunidades.
A estiagem desregulou completamente os horários e a rotina escolar em unidades da rede estadual no arquipélago.
Nesses locais, o acesso às aulas passou a depender exclusivamente da subida e descida da maré.
Quando o rio enche, os barcos passam; quando seca, o acesso fica totalmente bloqueado.
Como a frota escolar encalha com facilidade, barqueiros e estudantes dependem da logística improvisada para cumprir os turnos da manhã e da tarde.
Em muitos trechos, alunos chegam a aguardar horas na margem até conseguir transporte em áreas de água mais profunda.
Estudantes empurram barcos na lama para ir à escola durante seca no Bailique.
Divulgação Risco de ataques de arraias no leito raso Além do desgaste físico das caminhadas sob o sol e na lama, a tentativa de manter a frequência escolar expõe os jovens a acidentes com animais comuns no fundo raso dos igarapés, principalmente arraias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.