Minhoca na Cabeça atinge 3,1 mil kits e prepara nova etapa em Florianópolis
Cascas de frutas e verduras, restos de alimentos e outros resíduos que antes poderiam terminar no lixo comum passaram a ter outro destino em milhares de casas de Florianópolis.
Criado em 2018 para incentivar a compostagem doméstica, o programa Minhoca na Cabeça atingiu em agosto a marca de 3.100 minhocários distribuídos pela Prefeitura e já prepara uma nova etapa diante da procura de moradores interessados em aderir à iniciativa.
Com a meta atual alcançada, os inscritos mais recentes já foram agendados para receber as últimas unidades disponíveis.
Novas inscrições estão temporariamente suspensas, enquanto uma nova licitação está em andamento para permitir a aquisição de kits e a entrada de mais participantes.
O resultado, segundo o coordenador do programa, Marcelo Luiz Zapelini, mostra que a iniciativa ganhou espaço entre os moradores e não termina com o alcance da meta.
“Graças ao sucesso, o projeto Minhoca na Cabeça já se tornou um programa e não se encerra com o atingimento da meta de distribuir 3.100 minhocários.
Na verdade, embora esse número mereça ser comemorado, ainda há muitas pessoas a serem conquistadas pelo Minhoca na Cabeça”, afirma.
Cerca de 99 toneladas de resíduos deixam de ir ao aterro por mês Andy Puerari/PMF Resíduos deixam de percorrer o caminho até o aterro Cada residência participante destina, em média, 32 quilos de resíduos orgânicos por mês ao minhocário.
Considerando os 3.100 sistemas em funcionamento, são aproximadamente 99 toneladas mensais que podem deixar de seguir para o aterro sanitário em Biguaçu.
O volume equivale à capacidade aproximada de 35 caminhões utilizados na coleta exclusiva de resíduos orgânicos.
Em um ano, a compostagem realizada pelos participantes pode evitar o envio de cerca de 1,19 mil toneladas ao aterro.
Segundo a coordenação do programa, a economia estimada com a destinação chega a aproximadamente R$ 300 mil por ano.
Mas os efeitos podem ultrapassar a redução do volume de lixo.
Zapelini explica que a mudança de hábito também influencia a relação das famílias com a alimentação e com os resíduos produzidos em casa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.