Laudo descarta perturbação mental de diarista acusada de matar casal em MG
Um laudo pericial produzido pelo IML (Instituto Médico Legal) indicou que a diarista Paola Stefany Neto Cirino , acusada de matar um casal de idosos com 58 facadas em Belo Horizonte , não sofria de perturbação mental no momento do crime. A informação foi confirmada ao UOL pelo advogado dela, Bruno Correa Lemos.
Exame foi realizado pelo IML em 14 de setembro, apurou o UOL. A Justiça havia determinado que o instituto recebesse as informações que constam nos autos e que pudessem ajudar a instruir os peritos no procedimento. A reportagem questionou o Judiciário mineiro sobre o recebimento do laudo, mas não obteve retorno. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.
Em agosto, a Justiça pediu a produção do laudo em razão de haver dúvida quanto à higidez mental da acusada diante de elementos colhidos até o momento. O Judiciário destacou que a acusada indicou ter agido sob "surto psicótico" no momento do crime e depoimentos colhidos indicaram que a mulher tem histórico de instabilidade emocional, ideação suicida e já foi submetida a atendimento psiquiátrico de urgência, incluindo no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Também há confirmação de que a presa faz o uso contínuo de medicação controlada. Ela está presa preventivamente (por prazo indeterminado) por latrocínio (roubo seguido de morte).
Em razão da decisão de agosto, o andamento do processo criminal em relação à Paola ficou suspenso. A medida cumpre os requisitos do CPP (Código de Processo Penal).
Em agosto, a defesa da ré apontou que o exame era fundamental. Segundo Bruno Correa Lemos, o procedimento ajudaria a esclarecer as condições psíquicas de Paola, "especialmente em relação à sua capacidade de compreender o caráter dos fatos".
O advogado Cláudio Atala Inácio, 75, e a esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, foram mortos a facadas em junho. Os dois foram encontrados mortos no imóvel onde moravam, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
A polícia não encontrou sinais de arrombamento no apartamento, mas identificou uma gaveta revirada onde eram guardadas semijoias. Familiares também relataram o desaparecimento de objetos, como celulares e uma bolsa de grife.
Para vocês terem uma ideia da cena que a equipe teve no local, a cena foi grotesca, muito sangue casa afora. Foi de extrema barbárie e violência a forma como esses idosos foram [mortos]. Polícia Civil em coletiva de imprensa
Filho encontrou os pais mortos. O casal foi localizado após o filho estranhar a falta de contato desde a manhã do dia 29 de junho. Segundo a Polícia Militar, Maria Clotilde estava caída na sala, enquanto Cláudio foi encontrado sobre a cama de um dos quartos.
Polícia encontrou roupa com manchas de sangue. A peça foi localizada em uma caçamba de lixo e, segundo os investigadores, pode ter sido descartada pela suspeita durante a fuga. O material foi submetido à perícia.
Câmeras registraram entrada e saída da suspeita. Imagens do circuito de segurança mostram que a diarista entrou no condomínio por volta das 7h e deixou o prédio às 15h30.
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