Raízen (RAIZ4) reduz prejuízo no 1T da safra 2026/27, mas resultado financeiro pesa
A Raízen ( RAIZ4 ) reduziu em 11% o prejuízo líquido no primeiro trimestre da safra 2026/27 (abril a junho), para R$ 1,64 bilhão , apoiada por uma expansão do resultado operacional e por um aumento da receita, de acordo com resultados divulgados nesta quinta-feira (13).
A receita líquida avançou 4% na comparação anual, para R$ 51,46 bilhões , enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado mais do que dobrou, alcançando R$ 3,85 bilhões.
Apesar da melhora operacional, o resultado líquido da empresa, que está em recuperação extrajudicial, continuou pressionado pelo resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 2,97 bilhões , aumento de 42,4% no comparativo anual.
A Raízen informou ainda que os investimentos totalizaram R$ 1,05 bilhão entre abril e junho, queda de 32,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho operacional da Raízen foi impulsionado pelo setor de distribuição de combustíveis no Brasil , cujo volume de vendas cresceu 6,6% na comparação anual, para 7,18 bilhões de litros.
O avanço foi liderado pelos combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol), com alta de 8,0% , para 3,11 bilhões de litros , enquanto as vendas de diesel aumentaram 6,5% , para 3,65 bilhões de litros . Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume total comercializado subiu 2,5%.
A melhora de volumes veio acompanhada de uma forte expansão da rentabilidade da divisão. O Ebitda ajustado da distribuição de combustíveis saltou para R$ 3,54 bilhões , ante R$ 959 milhões um ano antes.
A Raízen registrou queda na moagem de cana-de-açúcar e na produção de açúcar no primeiro trimestre da safra 2026/27 (abril a junho), com impacto de chuvas do El Niño na colheita, enquanto a companhia aumentou o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol, com preços mais vantajosos.
A companhia moeu 19,7 milhões de toneladas de cana no período, volume 2,0% menor que as 20,1 milhões de toneladas processadas um ano antes, considerando a comparação com o atual portfólio de 24 usinas.
A produtividade agrícola recuou 3,2% , para 9,0 toneladas de ATR por hectare , enquanto o teor de açúcares recuperáveis (ATR) caiu 2,9% , para 118,4 quilos por tonelada de cana.
Com menor disponibilidade de açúcar por tonelada de cana e um direcionamento maior de cana para etanol, a produção de açúcar da companhia somou 1,03 milhão de toneladas , queda de 13,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.
O “mix” de produção passou para 46% açúcar e 54% etanol , ante 51% açúcar e 49% etanol um ano antes.
Por outro lado, a produção de etanol de primeira geração cresceu 9,4% , para 737 milhões de litros , beneficiada pela mudança do mix industrial.
A produção de etanol de segunda geração (E2G) permaneceu estável em 22,8 milhões de litros.
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