Guaxinins fazem brinquedos com lixo em rara demonstração de aprendizado social
A ilha mexicana de Cozumel, no Mar do Caribe, abriga uma das criaturas mais raras do planeta: o guaxinim-pigmeu.
Muito parecido com um guaxinim comum, estes mamíferos de pequeno porte se diferenciam pela pelagem cinza-amarelada, pelos pretos ao redor dos olhos e uma faixa preta na garganta.
Atualmente, a espécie passa por um momento crítico: estima-se que restem apenas 200 guaxinins-pigmeus na natureza.
A espécie existe apenas na ilha de Cozumel, um destino famoso mundialmente pelos seus recifes de corais, águas cristalinas e como a maior parada de navios de cruzeiro da América Latina.
Entre os turistas, os guaxinins-pigmeus são conhecidos por frequentemente revirar latas de lixo em busca de restos de comida.
Em janeiro deste ano, no entanto, turistas presenciaram uma cena diferente.
Uma jovem guaxinim decidiu ignorar as sobras de comida de uma lixeira e, em vez disso, preferiu pegar um recibo.
Ela então levou o pedaço de papel até uma tigela com água, onde mergulhou o objeto repetidamente e o enrolou contra a areia até formar uma bola compacta.
Depois, a guaxinim ficou por ali, brincando com sua própria criação.
Ela havia, em termos humanos, criado seu próprio brinquedo.
Continua após a publicidade Agora, um estudo publicado na revista Wild indica que o comportamento não era apenas um caso isolado.
Na verdade, o hábito seria uma habilidade transmitida entre os membros de uma família de guaxinins-pigmeus.
Trata-se da primeira evidência documentada de “cultura material” na família Procyonidae – que inclui guaxinins, quatis e juparás.
Continua após a publicidade O termo “cultura material” corresponde a objetos físicos que um grupo cria, utiliza e deixa para trás.
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