Como avaliar o momento certo para fazer contato visual durante conversa
“Olhe para mim quando eu estiver falando com você.” É um pedido que ouvi da minha mãe durante grande parte da minha infância e até mesmo na vida adulta .
De alguma forma, o que sempre me pareceu a quantidade certa de contato visual, muitas vezes foi menos do que para ela.
Muitas vezes ouvimos que devemos olhar nos olhos de alguém ao falar.
Mas qual a quantidade adequada de contato visual ao conversar ou ouvir outra pessoa? Não existe uma regra, mas quase sempre “as pessoas olham mais enquanto ouvem do que enquanto falam, embora olhar raramente seja apenas um olhar fixo”, disse Judith Hall, psicóloga social e professora emérita de psicologia da Northeastern University, em Boston, em um e-mail.
Isso acontece porque nossos olhos estão constantemente se movendo de várias maneiras sutis enquanto falamos ou ouvimos.
E embora as pessoas geralmente tenham uma boa noção de quando o contato visual parece excessivo ou insuficiente enquanto acontece, Hall disse que quantificar a quantidade ideal não é possível.
Leia Mais Orgulho LGBTQIA+: para 86%, comunicação reduz ansiedade no relacionamento Assistir muita televisão faz mal para o cérebro? Possivelmente Costuma fugir de conflitos e discussões? Como se expressar sem briga Existem, no entanto, algumas sutilezas a serem consideradas.
Mais do que uma mera cortesia social Pode parecer ofensivo conversar com alguém que está desviando o olhar.
Mas manter contato visual durante uma conversa tem funções que vão além da mera educação.
“O contato visual não é apenas uma cortesia social; na verdade, é uma interação que estimula o cérebro e é fundamental para a conexão humana ”, disse Melissa J.
Perry, reitora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade George Mason em Fairfax, Virgínia.
Como seres sociais, os humanos obtêm informações dos outros olhando, observando e ouvindo, disse Perry.
Ela observou que nossos cérebros são “otimizados” para buscar informações sensoriais de outras pessoas por meio do contato visual e de outras pistas não verbais, incluindo expressões faciais e postura.
“Do ponto de vista neurobiológico, o cérebro responde à autenticidade, empatia e credibilidade da pessoa antes de formar uma opinião sobre o que ela está dizendo”, acrescentou Perry.
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