Pedreiro faz sustentação oral em processo trabalhista no Amazonas e recebe elogios de magistrados: 'Pode mudar de profissão'
Pedreiro faz sustentação oral em processo trabalhista no AM e recebe elogio de magistrados O pedreiro Edilson Takahara fez a própria sustentação oral durante o julgamento de um processo trabalhista realizado no dia 17 de agosto deste ano no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) — que atende os estados do Amazonas e de Roraima.
Após a fala dele, que durou cerca de 10 minutos, ele foi elogiado pelos magistrados que participaram da sessão.
Assista acima.
Durante a sustentação oral, o trabalhador afirmou que estudou aspectos básicos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para apresentar pessoalmente os argumentos em defesa do reconhecimento de vínculo empregatício com uma empresa para a qual trabalhou durante uma obra em Manaus.
O processo é o Recurso Ordinário, relatado pelo juiz convocado Sandro Nahmias Melo.
A empresa recorreu da decisão que reconheceu o vínculo de emprego e alegou que Edilson atuava como trabalhador autônomo ou avulso.
O pedreiro apresentou recurso e renovou o pedido relacionado à aplicação da multa prevista no artigo 467 da CLT e alegou má-fé no processo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Primeiramente, excelências, eu gostaria de agradecer o acolhimento e dizer que para mim não é tão fácil, acho que todo mundo sabe disso, porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem e vir aqui, mesmo com todo mundo dizendo que eu não ia saber falar”, afirmou.
Edilson contou, durante o julgamento, que precisou se preparar para conseguir falar diante dos magistrados.
Segundo ele, estudou o básico da legislação trabalhista e do próprio processo antes de comparecer à sessão.
O pedreiro também questionou a tese apresentada pela empresa de que ele teria trabalhado como autônomo.
Ele afirmou que, após a anulação da primeira sentença, a empresa teve oportunidade de apresentar provas durante a nova instrução do processo, mas não teria apresentado documentos que comprovassem uma contratação por empreitada ou pagamentos por serviços específicos.
Edilson passou então a explicar aos magistrados como era a rotina de trabalho na obra.
Ao final da sustentação, que durou cerca de 10 minutos, Edilson pediu que os magistrados negassem o recurso apresentado pela empresa e considerassem o recurso apresentado por ele.
Relator elogia sustentação Depois da fala do pedreiro, o relator Sandro Nahmias Melo fez elogio à sustentação oral do trabalhador.
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