Steve Jobs dizia que touchscreen em notebooks era “ergonomicamente terrível”; 16 anos depois, Apple aposta na ideia e enfrenta críticas semelhantes
Em 20 de outubro de 2010, Steve Jobs subiu ao palco de um evento da Apple para apresentar novidades que ajudariam a definir o futuro do Mac.
Em determinado momento, uma imagem projetada atrás dele mostrava um notebook com uma mão estendida em direção à tela.
Jobs usou aquela demonstração para explicar por que a Apple não pretendia adotar telas sensíveis ao toque em seus computadores.
Na avaliação do executivo, manter o braço erguido para interagir com um display vertical provocava cansaço e comprometia a experiência de uso.
“É ergonomicamente terrível”, afirmou na ocasião.
Dezesseis anos depois, em 28 de outubro de 2026, a Apple apresentou o primeiro MacBook Pro com tela principal sensível ao toque .
O computador combina painel OLED, chips M5 Pro e M5 Max e uma versão do macOS preparada para receber comandos diretamente na tela.
A novidade chega em um momento particular da história da companhia.
John Ternus assumiu o cargo de CEO em setembro, sucedendo Tim Cook, que havia ocupado a função desde a saída de Jobs em 2011.
A comparação entre os dois momentos é inevitável.
Mas existe uma diferença importante entre o que Jobs rejeitava e a maneira como a Apple decidiu implementar a tecnologia.
Por que Steve Jobs era contra telas touchscreen nos MacBooks? A declaração aconteceu durante o evento Back to the Mac , realizado em 20 de outubro de 2010, quando a Apple apresentou uma nova geração do MacBook Air e antecipou recursos do Mac OS X Lion.
Naquele período, o iPhone, lançado 3 anos antes, já havia popularizado a interação por toque, enquanto o primeiro iPad, lançado meses antes, reforçava a aposta da empresa nessa forma de controlar dispositivos.
A dúvida era natural: se tocar na tela funcionava tão bem em celulares e tablets, por que não fazer o mesmo nos notebooks? Mas Jobs era contrário a essa ideia.
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