Juiz indígena é afastado de tribunal e diz estar sendo perseguido; entidade pede apuração do CNJ
Juiz indígena afastado de tribunal diz ser vítima de perseguição A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investigue o afastamento do juiz indígena Yves Luan Carvalho Guachala, de 37 anos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Para a entidade, o magistrado foi vítima de perseguição etno-ideológica motivada por sua origem indígena e pelo teor de decisões tomadas na comarca onde atuava (veja detalhes mais abaixo). 🔎O CNJ contabiliza apenas 24 juízes que se autodeclaram indígenas no Brasil, representando 0,1% do total (18.931).
Enquanto isso, magistrados brancos representam 82,5% (15.373). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.
Guachala ingressou na magistratura por meio do sistema de cotas para indígenas e exercia a função em Catanduvas (SC).
Desde janeiro, ele responde a um processo disciplinar que pode resultar em sua demissão.
"Desejam me retirar do cargo, talvez por achar que sou incapaz por ser cotista e por incômodo com decisões garantistas.
Esvaziaram todas as funções adquiridas por concurso público, descredibilizaram-me perante todos e estimularam boatos falsos contra mim numa cidade de 10 mil habitantes", afirma.
A Corregedoria do Tribunal de Justiça de SC, por outro lado, afirma que a medida foi motivada por supostas irregularidades administrativas e denúncias feitas por servidores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.