Dente fossilizado de mastodonte de 10 mil anos é encontrado nos EUA
O que inicialmente parecia ser apenas uma rocha mais diferente, na verdade era um pedaço da história.
Durante expedição na reserva do Distrito Regional de Espaços Abertos da Península Central (Midpen, na sigla em inglês), na Califórnia, Estados Unidos, a geomorfóloga Brigid Lynch encontrou um dente fossilizado de um mastodonte de 10 mil anos, um animal da fauna pré-histórica e parente dos elefantes modernos .
O achado foi divulgado pelo Midpen em 9/9.
“Como geóloga, já vi muita coisa em campo, mas definitivamente nada tão emocionante quanto isso”, disse Brigid em comunicado.
Ao se deparar com o fragmento, a especialista o recolheu e, posteriormente, paleontólogos confirmaram que se tratava de um molar de um mastodonte-do-pacífico adulto e não de uma pedra, como se suspeitava anteriormente.
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É o molar de mastodonte mais completo da nossa região e o mais espetacular que já vi.
Senti arrepios da cabeça aos pés.
É mais um quebra-cabeça na saga da Era do Gelo que podemos encaixar”, afirma o paleontólogo Wayne Thompson, em um comunicado.
Segundo informações já previamente conhecidas, o mastodonte-do-pacífico era um animal comum no oeste norte-americano, estando presente também em algumas porções do México.
Herbívoro, sua extinção ocorreu devido aos efeitos das mudanças climáticas em seu habitat, além da caça excessiva feita por humanos.
Após o encontro, o dente foi doado à Universidade de Stanford, onde deve ser analisado a partir de técnicas sofisticadas a fim de determinar mais detalhes sobre ele , como sua idade exata.
Segundo a curadora e gerente da coleção de espécimes de geociências de Stanford, Christine Garcia, o estudo dos fósseis é importante para conseguir entender como era a fauna no passado.
“Podemos estudar fósseis para entender melhor o passado da Terra , a vida selvagem do passado e o ecossistema do qual faziam parte, e para nos ajudar a fazer melhores previsões e tomar melhores decisões sobre como ajudar nossos ecossistemas e a biodiversidade a prosperarem no futuro”, destaca Christine.
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