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EUA ampliam guerra aos cartéis na América Latina e visam expansão ao Brasil

Jovem Pan ·
EUA ampliam guerra aos cartéis na América Latina e visam expansão ao Brasil

Até poucos meses atrás, falar em militares americanos atuando contra organizações criminosas dentro de países da América Latina parecia uma hipótese extrema . Agora, deixou de ser apenas uma hipótese. A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra organizações classificadas por Washington como terroristas. E Pete Hegseth foi ainda mais explícito nesta quinta-feira (14), no Panamá: a estratégia americana é levar para terra o modelo que já vinha sendo usado contra o narcotráfico no mar.

Segundo Hegseth, os Estados Unidos estão trabalhando com a Colômbia, o Equador e outros parceiros para atacar as organizações no território desses países . E ele resumiu a nova doutrina numa frase bastante clara: quem trafica drogas e ameaça americanos ou países parceiros passa a ser tratado como alvo, assim como o Estado Islâmico e Al-Qaeda.

Hegseth afirmou que Washington passou 25 anos aperfeiçoando sua capacidade de localizar e atingir redes terroristas no Oriente Médio e perguntou por que não utilizar essas mesmas capacidades agora no Hemisfério Ocidental . Na quarta-feira (12), foi ainda mais direto. Questionado pela Reuters se os Estados Unidos estavam preparados para atacar, em conjunto com a Colômbia, integrantes do ELN e dissidentes das FARC, respondeu simplesmente: “ Sim .”

E completou: organizações designadas como terroristas, quando houver parceria com os governos locais, serão alvos legítimos dos Estados Unidos.

E é exatamente aqui que entra o Brasil. Porque, desde 5 de junho, Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho estão oficialmente classificados pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designadas . Ou seja: para Washington, PCC e Comando Vermelho já estão j uridicamente dentro da categoria de organizações que Hegseth diz que os Estados Unidos pretendem perseguir com instrumentos usados na guerra ao terrorismo.

Isso não significa que exista hoje uma operação militar americana sendo preparada para entrar no Brasil. Mas significa que essa possibilidade não pode mais ser tratada como fantasia . Aliás, o próprio governo brasileiro já chegou exatamente a essa conclusão.

Em resposta enviada ao Congresso em julho, o Ministério das Relações Exteriores alertou expressamente que, depois da classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, “ há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”.

Portanto, não é uma interpretação apenas de analistas ou da oposição. É uma preocupação registrada oficialmente pelo próprio Itamaraty. Há, porém, uma diferença fundamental entre Brasil e Colômbia. A Colômbia pediu a parceria. O Brasil, até agora, não.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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