Esta roupa está molhada ou apenas fria? Entenda por que você não consegue ver a diferença
É uma tarde fria de inverno, e você acabou de recolher a roupa do varal.
De repente, você para.
Será que estas roupas estão um pouco úmidas? No cesto de roupa suja, sua mão consegue distinguir claramente as texturas de camisas de seda, blusas de lã e lençóis de algodão.
Então, por que é tão difícil saber se a roupa está fria e úmida ou apenas fria? Uma suposição plausível seria a de que nossas mãos estão dormentes devido ao frio, o que dificultaria a detecção da umidade.
A realidade, porém, é menos intuitiva: os seres humanos simplesmente não possuem sensores especializados que respondam à "umidade".
É isso mesmo: sua pele, por si só, não consegue detectar se algo está úmido ou não.
Como sabemos se algo está molhado? Nossa capacidade de captar informações sobre o ambiente externo começa nas terminações das células nervosas da nossa pele.
Existem moléculas especializadas na superfície dessas células nervosas, chamadas receptores sensoriais.
Elas convertem informações do ambiente em um sinal biológico, que é amplificado em um impulso elétrico e transmitido ao longo das células nervosas até o cérebro.
Há inúmeros receptores sensoriais nas células nervosas que são ativados pelo frio, pelo calor ou por temperaturas elevadas a ponto de causar danos.
Existem também receptores sensoriais que respondem a informações táteis precisas, como vibração, atrito ou estiramento.
Quando você coloca a mão em um cesto de roupa suja, todas as informações sobre temperatura e textura provêm dos receptores sensoriais correspondentes em sua mão.
Os sinais elétricos desencadeados por esses múltiplos estímulos também podem ser integrados no sistema nervoso central, incluindo o cérebro.
Dessa forma, conseguimos formar uma percepção extraordinariamente rica em nuances do nosso ambiente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.