Nem Apple, nem Nvidia: ação fora do radar puxa BDRs na B3
Embora a Nvidia continue como uma das grandes protagonistas de Wall Street, uma ação do mesmo setor, mas bem menos badalada pelo investidor comum, conquistou espaço relevante na bolsa brasileira: a Micron Technology (MUTC34).
A companhia norte-americana de semicondutores e chips de memória liderou o avanço no volume entre os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) ao longo de 2026.
Entre janeiro e setembro, a média diária negociada dos BDRs da Micron disparou 602,5%.
Com esse salto, a fabricante de chips respondeu sozinha por 40,4% de todo o crescimento líquido no volume do índice BDRX no período, segundo levantamento da Comdinheiro/Nelogica.
Ao todo, o volume médio diário de BDRs negociados na B3 avançou 29,5% no ano, atingindo a marca de R$ 853,94 milhões por dia.
Contribuição para o crescimento líquido do volume no índice BDRX Comdinheiro/Nelogica A explicação para esse movimento segue na corrida da Inteligência Artificial (IA).
Segundo Gabriel Fenili, especialista da Comdinheiro/Nelogica, a Micron se destacou por estar posicionada em um elo indispensável dessa infraestrutura: a memória.
Enquanto a Nvidia funciona como o cérebro do processamento com suas GPUs responsáveis pelo processamento, a Micron fornece memórias de alta largura de banda (HBM), insumo indispensável para que esses chips funcionem sem gargalos.
Com a disparada da IA, a procura por essa tecnologia cresceu e a oferta virou um ponto de atenção global, direcionando o fluxo para fornecedores da cadeia de suprimentos, como a Micron.
“Essa exposição a um componente crítico da cadeia de IA ajuda a explicar o forte desempenho da companhia e a diferença em relação à Nvidia”, pontua ele.
A predominância da Micron na expansão do mercado reflete uma rotação importante no fluxo de dinheiro novo.
O levantamento analisa a fatia que cada ativo acrescentou ao crescimento das negociações, e não apenas o estoque acumulado ou a valorização da cotação do papel.
Por isso, por partirem de patamares já gigantescos ou registrarem alguma perda de fôlego recente na média diária, a maior parte das chamadas Sete Magníficas não apareceu no topo dessa expansão.
Entre as gigantes de tecnologia, apenas a Meta (M1TA34) figurou entre os maiores propulsores do crescimento, com 11,2% de contribuição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.