Filas para agendar consultas começam de madrugada nos hospitais Infantil e Getúlio Vargas em Teresina; mãe chora ao relatar dificuldades
Pacientes e familiares denunciam longas filas para agendamento de consultas em Teresina Pacientes e familiares denunciam demora no agendamento de consultas e longas filas no Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP) e no Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, nesta quinta-feira (20).
Segundo os relatos, muitas pessoas chegam aos hospitais ainda durante a madrugada para tentar garantir atendimento.
Enquanto aguardava na fila, uma mãe chegou a chorar ao relatar as dificuldades para manter o tratamento especializado do filho, uma criança atípica.
Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), os pacientes devem buscar o agendamento online para evitar as filas presenciais.
O órgão afirmou que serviço está disponível pelo WhatsApp, no número (86) 99825-7855, e também pelo aplicativo Gov.pi Cidadão (leia a nota ao fim da reportagem). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Moradora de Monsenhor Gil, cidade vizinha a Teresina, Mauricélia Soares levou o filho, uma criança atípica, em busca de atendimento especializado.
Emocionada, ela relatou que chegou a procurar atendimento particular, mas não conseguiu manter o tratamento por dificuldades financeiras.
Segundo Mauricélia, o filho precisa de acompanhamento com especialistas, como neuropediatras e psicólogos.
"Todo dia 20 a gente vem pra cá, sem saber se vai ter ou não vaga pra ele. [...] A gente tá cansado e a gente precisa de ajuda pros nossos filhos, não temos condição de manter as terapias particular, a gente mal tem condição de comprar as medicações deles", desabafou Mauricélia.
Filas para agendar consultas começam de madrugada em hospitais de Teresina Eduarda Barradas (G1/Rede Clube) "Estou tentando há mais de 6 meses uma consulta com o neuro, há mais de 1 ano não consigo pra pneumologista e estou vindo há quatro meses pra tentar retorno", relatou Alessandra, que viajou de Alto Longá, a 80 km da capital.
"Quando eu pego a senha, eu chego na portaria e eles avisam que não tem mais vaga pro que eu tô esperando.
Tem que voltar no outro mês, só abrem vaga a cada 30 dias", continuou a mãe.
Outra mãe, Lúcia Rocha, ainda afirmou enfrentar longa espera pelos atendimentos das especialidades pediátricas.
A mulher conta que viaja mensalmente de Castelo do Piauí, no Centro-Leste do estado, para Teresina com o objetivo de marcar consultas para o filho.
"Às vezes, às 10h da manhã eles já despacham a gente dizendo que não tem mais vaga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Piauí.