Discursos inaugurais de Lula e Flávio Bolsonaro entusiasmaram pouco o eleitor, aponta estudo
Os discursos de abertura das campanhas de Luís Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro encontraram um eleitorado pouco disposto a se entusiasmar com qualquer um dos dois.
É o que aponta a 14ª rodada do Painel Narrativo Semanal do Instituto Democracia em Xeque (DX), que analisou qualitativamente a recepção de trechos dos discursos feitos pelos candidatos no domingo, 16 de agosto.
Lula falou no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, enquanto Flávio discursou na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Os participantes foram expostos a cinco vídeos com fragmentos das falas dos dois candidatos, organizados em quatro eixos: mulheres, segurança pública, comparação de propostas e comparação de legados, preparo e razões para votar em cada um.
A partir das reações, o DX identificou um cenário de “dupla estagnação”: a imagem positiva de Lula parece encontrar um limite, enquanto a imagem negativa de Flávio dá sinais de estabilização.
Segundo o instituto, a aproximação entre os dois ocorre em um ambiente de acirramento e de disputa por rejeição , e não de crescimento expressivo da aprovação de qualquer um dos candidatos.
O voto aparece como “relacional, provisório e sem paixão”, com a inclinação dos participantes dependendo em grande medida da comparação entre os adversários e da agenda factual da campanha.
Lula tem propostas, mas enfrenta desgaste na forma Na avaliação do DX, Lula leva vantagem sobre Flávio na quantidade de conteúdo programático apresentado.
Entre os temas que produziram alguma receptividade estão educação integral, minerais críticos, segurança pública e o fim da escala 6×1.
O problema, porém, estaria na maneira como o petista apresenta essas ideias.
O tom considerado grandiloquente e ufanista provoca cansaço e desconfiança entre os participantes.
Assim, embora Lula consiga apresentar mais elementos concretos de governo, o discurso não necessariamente se converte em entusiasmo.
Continua após a publicidade A escala 6×1 aparece, nesse contexto, como a principal oportunidade de Lula para construir uma agenda de futuro.
O tema conecta questões como saúde mental, família, maternidade, descanso e qualidade de vida e, segundo o DX, poderia ajudar a recompor uma agenda positiva para o petista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.