Plano de Flávio Bolsonaro copia proposta de Lula e imita “motosserra” de Milei com cortes na área social
Atual representante do histórico projeto entreguista, Flávio Bolsonaro (PL) deve propor a repetição de chavões do neoliberalismo em seu “Plano para o Brasil Vencer o Atraso”, que reúne um conjunto de propostas com a visão da ultradireita para governar o país, caso vença as eleições presidenciais de outubro.
Além de prever cortes de gastos na área social, como saúde, educação e benefícios como salário mínimo e aposentadorias, o plano deve copiar uma proposta de Lula como algo prioritário na Segurança Pública: a criação de um ministério específico para o tema.
A proposta de criação da nova pasta já foi apresentada pelo governo Lula, que aguarda somente a aprovação da PEC da Segurança Pública, que foi travada por Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado e só deve ser analisada após as eleições.
Além disso, Flávio deve enfatizar na área a adesão à principal bandeira de Donadl Trump no projeto de transformar a América Latina em quintal dos EUA: “slassificar facções como narcoterroristas”.
A medida avalizaria, entre outras, uma ação armada dos EUA sem a necessidade de comunicar autoridades brasileiras.
Ainda na área da Segurança, Flávio deve propor a redução da maioridade penal, bandeira punitivista da ultradireita para crianças.
O senador, no entanto, não deve tocar em endurecimento de penas para banqueiros ou políticos que cometam crimes.
Economia Na Economia, sobe a coordenação de Daniella Marques Consentino, braço direito de Paulo Guedes, Flávio Bolsonaro deve aprofundar a pauta entreguista das privatizações, a desregulamentação do sistema financeiro – repetindo a receita que deu origem a escândalos como do Banco Master -, a desoneração de impostos para ricaços, que beneficiam “empresários” como o megasonegador Ricardo Magro, do grupo Refit, além de privilegiar atores do sistema financeiro transnacional.
O filho “01” de Jair Bolsonaro deve imitar a “motosserra” de Javier Milei com seu “tesouraço”, que deve focar corte de impostos para beneficiar empresas nacionais, como as petrolíferas.
Recentemente, o senador afirmou que vai “acabar com essa alíquota de exportação de petróleo de 12% que inventaram por causa da guerra”.
A ação do governo foi, em grande parte, responsável pelo lucro de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre da empresa, uma alta de 96,8%, e blindou o Brasil da alta exorbitante dos combustíveis.
O plano prevê ainda “zerar o imposto de importação de petróleo”, beneficiando diretamente as empresas que importam petróleo e combustíveis do truste das petrolíferas internacionais.
A medida ainda enterra o projeto de fortalecimento da indústria nacional do petróleo restabelecida por Lula e fornece argumentação ideológica para privatização da Petrobrás.
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