No TSE, campanha de Flávio diz que só entrega sigilo se Lula o fizer antes
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) disse hoje que vai autorizar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a quebrar o sigilo do senador somente após confirmar que Lula (PT) cumpriu todas as exigências .
A advogada Maria Cláudia Bucchianeri confirmou que o sigilo do senador deve ser aberto o quanto antes. A medida, contudo, é condicionada à conferência da documentação que será entregue pelo presidente Lula.
Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediato. Maria Cláudia Bucchianeri, advogada da campanha
Tarefa de conferir a documentação ficará a cargo do ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR). Vou "analisar os documentos da mesma forma que eu fiz no passado, e a última vez que eu fiz isso, o Lula foi parar na cadeia", disse Dallagnol em entrevista coletiva à porta do TSE, em Brasília.
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A discussão sobre abertura de sigilos bancário e telefônico dos candidatos começou no debate de domingo. Após Flávio acusar Lula de ladrão, o presidente disse que abriria seus sigilos bancário e telefônico para provar que seu patrimônio tem origem totalmente lícita.
Deltan foi escolhido para examinar os papéis após Lula se comprometer a abrir os próprios dados e os de pessoas próximas. A lista inclui a primeira-dama, Janja, o filho Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
A campanha afirma que o ex-procurador da Lava Jato foi escalado por já ter analisado, no passado, temas ligados ao filho de Lula. A equipe de Flávio diz que ele vai examinar "cada extrato e relatório" em busca de inconsistências e para contestar a versão apresentada pelo PT.
Em nota, a campanha de Flávio defendeu que a abertura de dados não seja tratada como prova antes de uma checagem detalhada. "A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos", afirmou.
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