Dólar sobe a R$ 5,04 e Bolsa cai, com alta de petróleo, eleição e balanços
O dólar é negociado em alta ante o real hoje, cotado a R$ 5,04, após subir 0,2% ontem, influenciado por eleições, no Brasil. Na Bolsa, o índice das ações mais negociadas Ibovespa recua na abertura, com agentes de mercado reagindo à divulgação de balanços locais, com destaque para o Bradesco, e à nova alta do preço do petróleo, no exterior.
Dólar sobe ante o real desde a abertura. A moeda americana era cotada no comercial para a venda a R$ 5,039, variação de 0,22 ante o fechamento de ontem, quando a divisa caiu 0,86%, influenciado pela corrida eleitoral.
Divulgação de pesquisas de intenção de voto segue influenciando mercados. A pesquisa Quaest reforçou o cenário de disputa mais apertada a poucos dias do segundo turno, com empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Hoje, o mesmo cenário aparece no levantamento do PoderData .
Embora boa parte da valorização do dólar esteja relacionada ao cenário internacional, o ambiente doméstico também contribui para essa movimentação. Com a aproximação do segundo turno das eleições, no próximo domingo, a volatilidade eleitoral tem ganhado cada vez mais espaço nas avaliações dos investidores e influenciado o sentimento do mercado local. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue
No exterior, preço do petróleo volta a subir e alimenta aversão a risco. Os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para dezembro, avançavam 2,8% por volta das 9h, negociados por US$ 111,87 por barril. Mais cedo, a cotação do petróleo superou os US$ 112 e atingiu a maior cotação intradiária desde 5 de maio.
Outro fator de sustentação das cotações foi o novo recuo dos estoques comerciais norte-americanos registrado ontem. Os estoques totais de petróleo dos Estados Unidos seguem no menor nível desde 1984, contribuindo para o suporte aos preços em um contexto de redução das reservas globais. Bruno Cordeiro, analista de mercado da Stonex
Divulgação de balanços também influencia Bolsas. Os principais índices acionários do mundo recuam nesta quinta-feira, pressionados por dúvidas sobre o retorno de investimentos em inteligência artificial. Os balanços corporativos das grandes empresas, como Meta e Tesla provocam reações dos investidores.
No Brasil, temporada de balanços tem bancos no radar, com Bradesco abrindo lista de grandes grupos financeiros. Após fechamento de mercados, o segundo maior banco do país solta os resultados do terceiro trimestre.
O balanço do Bradesco inaugura a temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros e poderá influenciar a percepção dos investidores sobre a qualidade do crédito, a inadimplência e a rentabilidade do setor. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora
Ibovespa abriu em baixa. O principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,37% às 10h10, marcando 205.721 pontos. Ontem, o indicador fechou em baixa de 0,86% a 206.495 pontos, depois de ter operado parte da sessão em alta e de atingido máxima intradiária de 209.225 pontos.
Bradsaúde lucrou R$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre. O balanço divulgado ontem mostrou aumento do ganho de 14,4%.
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