Fim das bets e do futebol; será mesmo?
Impressionante como, sem que se conheça o teor da eventual Medida Provisória do governo sobre o mercado de apostas, já haja tantas opiniões definitivas sobre a questão.
É um tal de decretar, sem saber, o fim imediato da propaganda das bets nas camisas e, como resultado, se associar ao alarmismo da cartolagem despudorada.
Ou quando, um ano antes, o Estatuto do Torcedor foi aprovado e os cartolas disseram ser impossível numerar os estádios e botar ambulâncias em dias de jogo.
Ameaçaram até com lockout, paralisação patronal, a chamada greve dos patrões.
O Estatuto entrou em vigor, os bingos desapareceram e o futebol seguiu adiante, mal gerido, em regra, antes, durante e depois das medidas.
Melhor fariam os cartolas se procurassem saber o que está em gestação, o que deve ser imediato e o que terá prazo, o que será proibido e o que será mais bem regulamentado.
Histeria é que não levará a nada, alarmismo muito menos e chantagem, então, será enorme gol contra.
Finalmente, pensa errado quem acha que Lula perderá votos caso aja contra o mercado de apostas.
Ao contrário, todas as pesquisas indicam que a medida teria aprovação na casa dos 90%.
Algo precisa ser feito, mas sem intençâo eleitoral, e com a consciência de que o que precisa ser corrigido deve levar em conta a responsabilidade pretérita de quem regulamentou a jogatina.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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