Robôs industriais podem custar de US$ 2 a US$ 40 por hora, e produtividade define economia
Robôs industriais podem custar de US$ 2 a US$ 40 por hora de operação , dependendo dos gastos incluídos no cálculo e do tempo em que as máquinas permanecem produtivas.
A diferença entre essas estimativas evidencia um dos principais desafios da inteligência artificial (IA) aplicada à robótica: transformar equipamentos capazes de executar tarefas em ambientes controlados em uma força de trabalho confiável e economicamente viável para fábricas e centros de distribuição.
Os valores variam conforme a metodologia utilizada.
Um estudo da consultoria Roland Berger estima um custo de US$ 2 por hora, considerando despesas operacionais como energia, software, conexão e manutenção programada, mas excluindo a compra ou o aluguel do equipamento.
Já estimativas do JPMorgan apontam para US$ 10 a US$ 12 por hora, enquanto experiências industriais iniciais podem superar US$ 35.
Os números refletem diferenças entre custos operacionais, investimentos em equipamentos e despesas adicionais de implantação.
O tempo de utilização é um dos fatores que mais influenciam a conta.
Um robô industrial de US$ 90 mil, amortizado ao longo de cinco anos e operando 2 mil horas anuais, representa um custo de aproximadamente US$ 9 por hora apenas em equipamentos.
Com manutenção e outras despesas, o valor pode chegar a US$ 12.
Se a máquina trabalhar somente mil horas por ano, o custo do equipamento por hora produtiva dobra.
Além disso, segundo estimativa do JPMorgan, atualmente são necessários cerca de dois robôs humanoides para igualar a produção de um trabalhador humano.
Automação industrial depende de robôs capazes de trabalhar mais horas e executar tarefas com menos supervisão humana.
Foto: (Imagem: Agility Robotics/Divulgação) Uso contínuo e confiabilidade determinam o retorno Dados da Agility Robotics, fabricante dos robôs humanoides Digit, ilustram a dificuldade de tornar a tecnologia economicamente competitiva.
Segundo documentos apresentados antes de uma fusão com a Churchill Capital Corp XI, os equipamentos acumularam mais de 65 mil horas de operação em nove instalações de clientes, entre elas GXO, Schaeffler e Toyota Motor Manufacturing Canada.
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