Diretor de documentário sobre Lula também desmente Veja sobre dinheiro de Vorcaro
A equipe do cineasta estadunidense Oliver Stone negou , em nota oficial, que o documentário Lula (2024) tenha recebido qualquer recurso de Daniel Vorcar o, ex-controlador do Banco Master.
O desmentido foi divulgado na sexta-feira (9) após a revista Veja publicar um áudio atribuído ao ex-banqueiro preso, no qual ele alegaria ter destinado R$ 30 milhões à produção.
A Polícia Federal (PF) também desmentiu a Veja , afirmando que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado , e a campanha de Lula anunciou medidas judiciais , classificando a publicação como “farsa eleitoral” a duas semanas do segundo turno.
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A declaração foi feita à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo , e reforça uma posição que os responsáveis pela produção já haviam tornado pública em maio, quando as primeiras especulações sobre o suposto patrocínio circularam a partir de f ake news disseminadas por bolsonaristas .
Segundo os auxiliares de Stone, o diretor sequer havia ouvido falar de Vorcaro.
“Não houve quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados”, diz trecho do comunicado.
O documentário, lançado em 2024, narra a trajetória de Lula com ênfase no período entre sua prisão, em 2018, e a volta à presidência, em 2022.
Polícia Federal desmente Veja A Polícia Federal foi ainda mais direta do que a equipe de Stone.
Em nota divulgada na mesma sexta-feira (9), a corporação afirmou que “Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito.” A PF acrescentou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do ex-banqueiro não foram acolhidas “em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa.” A campanha de Lula, coordenada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a reportagem como “irresponsável” e “peça eleitoral”.
A coligação Brasil Pronto Para Mais divulgou nota: “Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal.
Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal.
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