Antigo necrotério de Curitiba vira sala de cinema na noite desta quinta-feira
Às 22h desta quinta-feira (27), o antigo necrotério do Museu Paranaense de Ciências Forenses, no Centro de Curitiba, recebe uma sessão gratuita do Djanho! 2026. A programação começa com o curta-metragem brasileiro ‘A Última Fita’, slasher brasileiro premiado no Japão, e segue com a exibição de ‘O Massacre da Serra Elétrica 2’, clássico de Tobe Hooper que completa 40 anos. As senhas serão distribuídas gratuitamente a partir das 21h, por ordem de chegada. A entrada está sujeita à lotação do espaço.
Utilizado como necrotério entre 1975 e 2018, o local atualmente integra o Museu Paranaense de Ciências Forenses.
Hoje é equipamento público dedicado à preservação da história da Polícia Científica do Paraná e à divulgação das ciências forenses. A realização de sessões no espaço acrescenta uma experiência singular à programação cultural da cidade e aproxima o público de um local histórico de Curitiba. A atividade faz parte do DJANHO! – Festival Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, que começou nesta quarta-feira (26) e segue até 2 de setembro. A edição de 2026 reúne 52 produções, entre curtas e longas-metragens de 11 países, com obras de horror, fantasia, ficção científica e animação. As exibições ocupam diferentes espaços culturais da capital paranaense, como a Cinemateca de Curitiba, o Museu da Imagem e do Som do Paraná, o Sesc Paço da Liberdade, as Ruínas de São Francisco e o Cine Passeio. A maior parte da programação tem entrada gratuita.
Lançado em 1986, “O Massacre da Serra Elétrica 2” é dirigido por Tobe Hooper, também responsável pelo primeiro filme da franquia. A sessão especial celebra as quatro décadas da produção, que levou novamente às telas o assassino Leatherface e a família canibal apresentada no longa original. Antes do clássico, o público poderá assistir a “A Última Fita”, produção independente gravada em Jundiaí, no interior de São Paulo. O curta de 18 minutos concorre na categoria Brazucas do DJANHO! e acompanha cinco jovens que encontram fitas VHS com registros de crimes brutais cometidos durante a década de 1990. O que deveria ser um fim de semana tranquilo se transforma em uma perseguição quando o passado ligado à casa volta a ameaçá-los. Escrito, dirigido e produzido por Caroline Adrielli, o slasher foi realizado por meio de financiamento coletivo e mobilizou uma equipe de 31 profissionais. A produção privilegiou efeitos práticos, maquiagem e sangue cenográfico, além de contar com uma trilha sonora original criada para o assassino. Antes de chegar a Curitiba, “A Última Fita” recebeu os prêmios de Melhor Morte e Melhor Splatter no Tokyo Horror Film Festival, no Japão. “Participar de uma sessão gratuita amplia o alcance de um filme independente e aproxima o cinema de gênero de novos públicos. Exibir uma produção do interior de São Paulo ao lado de um clássico mostra que o terror brasileiro pode dialogar com essa tradição e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria”, afirma Caroline Adrielli.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.