Bolsa Família: reajuste terá impacto de R$ 22,7 bilhões nas contas de 2027
O reajuste previsto para o Bolsa Família deve obrigar o governo a remanejar cerca de R$ 22,7 bilhões em despesas do Orçamento de 2027 para manter o cumprimento das regras fiscais.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o impacto adicional do programa não está contemplado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em agosto.
A peça, inclusive, foi enviada sem a previsão de reajustes para o benefício .
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A ampliação ocorre em um cenário de rigidez orçamentária, marcado pelo crescimento de despesas obrigatórias e pela limitação de expansão de gastos imposta pelo arcabouço fiscal.
A pressão é relevante porque o espaço discricionário, que inclui investimentos e custeio da máquina pública, já é reduzido, ou seja, o ajuste tende a recair sobre essas despesas, que são as principais variáveis de controle do governo no curto prazo.
O MPO explicou que a solução para acomodar o aumento será o remanejamento de algumas despesas, inclusive com a Previdência.
O ministro Bruno Moretti afirma que o reajuste corrige o valor dos benefícios de acordo com a inflação.
Segundo ele, ações de combate às fraudes no âmbito do programa e a revisão de despesas permitiram a ampliação dos valores.
“Vai ficar muito claro no próximo Relatório (de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) que há uma redução da projeção da Previdência que implica uma sobra de recursos e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, explicou Moretti.
Veja como ficam os valores a partir de outubro deste ano: Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164,00 por integrante; Benefício Complementar: até R$ 691,00 para famílias cuja renda total não atinja esse patamar; Benefício Primeira Infância: R$ 173,00 por criança com até sete anos incompletos; Benefício Variável Familiar: R$ 58,00 por integrante que se enquadre nas situações especificadas no regulamento.
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