Barriga de aluguel que se recusou a interromper gravidez faz novo pedido à Justiça em disputa pela guarda bebê Barriga de aluguel trava batalha na Justiça dos EUA contra pais biológicos que exigiram aborto após diagnóstico do bebê (Reprodução/Arquivo Pessoal)
McKenna West, mulher que deu à luz um bebê por meio de barriga de aluguel , entrou com um novo pedido na Justiça do Texas, nos Estados Unidos, para impedir que os pais biológicos interfiram nos cuidados do recém-nascido. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ nesta quarta-feira (26), ela quer ser nomeada a única responsável legal pela criança, que ela chama de Gabriel.
Os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, pediram à Justiça que os nomeasse responsáveis legais pelo filho, chamado por eles de Rumi. McKenna se opôs ao pedido e solicitou uma ordem que impeça o casal de interferir nos cuidados com o bebê ou tentar tomar posse dele.
Alane Dias reage a críticas sobre seu corpo após foto e dá resposta certeira Fonte revela como será a rotina de Meghan Markle e príncipe Harry após retorno ao Reino Unido e destaca papel da duquesa O recém-nascido está sob os cuidados de Nausheen e Omar após um juiz conceder aos dois a custódia temporária. O bebê nasceu em 12 de agosto e está em estado crítico após passar por uma cirurgia cardíaca de emergência.
No pedido apresentado à Justiça, McKenna também quer uma liminar que impeça os pais biológicos de perturbar ou interferir de qualquer forma na relação dela com a criança. Até o momento, a Justiça do Texas não decidiu sobre o novo pedido da mulher.
A batalha judicial começou ainda durante a gravidez. McKenna, que vive no Alasca, era a barriga de aluguel contratada por Nausheen e Omar. Durante a gestação, exames identificaram uma grave cardiopatia congênita no feto. Diante do diagnóstico, os pais biológicos pediram que McKenna interrompesse a gravidez. O contrato de barriga de aluguel tinha uma cláusula que previa a possibilidade de aborto em caso de anomalias fetais.
A enfermeira chegou a marcar o procedimento, mas desistiu e decidiu levar a gestação adiante. Depois, ela viajou do Alasca para o Texas para dar à luz e buscou uma forma de garantir que o bebê pudesse receber tratamento após o nascimento. Na época, McKenna explicou ao Live Action News o conflito que enfrentava: “Eu estava morrendo de medo e estresse sobre o que eles iriam escolher. Eu tinha quase certeza de que eles iriam optar pelo aborto, e como eu conseguiria conviver comigo mesma passando por isso?”.
A mulher passou a pesquisar hospitais especializados na condição cardíaca do bebê e encontrou uma unidade em Dallas capaz de realizar o tratamento necessário. Após o nascimento, Nausheen e Omar decidiram autorizar a cirurgia cardíaca do filho. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ, o casal consultou médicos do Children’s Health antes de optar pelo procedimento.
O bebê passou por uma cirurgia cardíaca complexa realizada em recém-nascidos com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. A condição faz com que o lado esquerdo do coração não se desenvolva adequadamente. A cirurgia busca permitir que a parte funcional do coração consiga bombear sangue para o restante do organismo.
Os pais biológicos se referem ao bebê como Rumi. McKenna, por sua vez, utiliza o nome Gabriel.
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