Saiba como os tenistas mais bem pagos do mundo transformam desempenho em receita
Os 10 tenistas mais bem pagos do mundo somaram US$ 333 milhões nos últimos 12 meses, segundo a revista Forbes , um salto de 17% sobre o ano anterior.
Pela primeira vez na história do ranking, as mulheres são maioria entre os dez primeiros, seis contra quatro, puxadas em boa parte pelos números de Serena Williams, Aryna Sabalenka e Coco Gauff.
Olhando quanto vem da quadra, ou seja, premiação por resultado, e quanto vem de fora dela, isto é, patrocínios, exibições e negócios próprios, dá para separar esses atletas em perfis bem diferentes de como transformam fama em dinheiro.
No topo está o tipo mais raro: a atleta que já não precisa nem entrar em quadra para faturar, caso de Serena Williams.
Aos 44 anos, de volta ao circuito depois de quase quatro anos afastada, ela faturou pouco mais de US$ 100 mil em premiação no período inteiro, uma fração perto dos US$ 40 milhões que ganhou fora das quadras.
Hoje, a renda da norte-americana vem de um contrato com a Nike que já dura 23 anos e de parcerias mais recentes com marcas como Heineken e Healthtech Ro.
A este ponto da carreira, o esporte é praticamente um detalhe, financeiramente falando.
LEIA MAIS: Com mais de meio bilhão de dólares ganhos na carreira, Serena Williams anuncia volta às quadras Bem diferente é o perfil de quem está no auge esportivo e usa isso para negociar contratos parrudos enquanto ainda pode.
Carlos Alcaraz, por exemplo, é atualmente o principal garoto-propaganda do circuito, com a Louis Vuitton entre seus patrocinadores, além de marcas de tecnologia e fintechs.
Jannik Sinner segue uma linha parecida, com contratos como Allianz , De Cecco e Lavazza.
Os dois ainda embolsam cachês altos em exibições fora do calendário oficial, caso do torneio Six Kings Slam, na Arábia Saudita, que rendeu US$ 6 milhões ao italiano em cada uma das duas vezes em que se sagrou campeão.
Lista dos 10 tenistas mais bem pagos do mundo – Divulgação / Forbes (adaptado) Há também o tipo cujo mercado importa mais que o ranking.
A chinesa Zheng Qinwen viu sua posição despencar ao longo de 2025 e 2026, caindo para o 121º lugar do mundo depois de uma cirurgia no cotovelo em julho de 2025 da qual ainda não se recuperou totalmente, mas ela segue entre as dez mais bem pagas porque carrega um portfólio de patrocinadores quase inteiramente chinês, caso da fintech Alipay, da rede de chás Chagee e da gigante de laticínios Yili.
O que conta aqui é o tamanho da base de fãs em um único país gigantesco , blindando a renda mesmo com o resultado esportivo em queda.
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