Não peçam menos do Brasil
No dia 3 de setembro, a União Europeia suspendeu a importação de carne bovina, frango, ovos, pescado e mel do Brasil.
Não houve contaminação.
Não houve surto.
Houve algo mais grave.
A direção era conhecida desde 2019, quando o bloco anunciou que estenderia às importações sua proibição de antimicrobianos como promotores de crescimento.
As exigências viraram norma em 2023 e o prazo foi fixado em 2024.
O Brasil proibiu as substâncias em abril e maio de 2026, a quatro meses do fim do prazo, e foi o único país reprovado.
Não faltou aviso.
Faltou Estado.
O episódio não é isolado.
Em janeiro, Pequim impôs salvaguarda de três anos à carne bovina.
A cota brasileira é de 1,1 milhão de toneladas, contra 1,7 milhão exportado em 2025, com sobretaxa de 55% acima do limite.
Em agosto, 90% da cota já estava consumida.
Nos Estados Unidos, a carne brasileira fora de cota paga 26,4%, e a cota isenta esgotou nos primeiros seis dias do ano.
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