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Argilas brilhantes e rochas antigas: como é a área onde pesquisadores estudam terras raras em Roraima

G1 Roraima ·
Argilas brilhantes e rochas antigas: como é a área onde pesquisadores estudam terras raras em Roraima

Como é a área onde pesquisadores estudam terras raras em Roraima Uma área de mais de 120 mil hectares, com rochas, argilas de aspecto brilhante, e localizada entre duas serras em Caracaraí, município no Sul de Roraima.

É nessa estrutura que pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) estudam terras raras, elementos químicos importantes para a indústria de alta tecnologia. 🔎 As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de baterias, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

Apesar do nome, elas não são necessariamente escassas, mas são difíceis de separar e processar porque têm propriedades químicas muito parecidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A área também foi selecionada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que analisam quimicamente as amostras para identificar e separar os elementos encontrados.

O trabalho deve envolver uma tecnologia desenvolvida pela universidade e baseada em nanotecnologia, que permite manipular materiais em escala extremamente pequena.

As análises da UFRR identificaram 16 dos 17 elementos classificados como terras raras nas amostras coletadas no Complexo Barreira.

O único elemento não encontrado foi o promécio.

As concentrações registradas são consideradas anômalas, ou seja, estão acima dos níveis esperados para esses elementos.

"Estamos nos direcionando na pesquisa para ver quanto de teor tem de terras raras.

Como são 16 elementos, um ocorre mais, outro menos, e tem a diferença de concentração de cada um deles.

Então, é um trabalho que está no início ainda", explica Vladimir de Souza, doutor em bioestratigrafia da UFRR.

Trincheira na pesquisa de terras raras no interior de Roraima.

Yara Ramalho/g1 RR Ao todo, mais de 50 trincheiras foram abertas em diferentes pontos da área e, segundo a pesquisa, terras raras foram identificadas em todas elas, inclusive em profundidades de até 15 metros.

Nas áreas analisadas até agora, as concentrações variam de cerca de 0,3% a 0,6%, enquanto depósitos desse tipo costumam registrar índices entre 0,01% e 0,3%, segundo os pesquisadores.

“Você vê que há uma continuidade dessa estrutura geológica e potencializa muito a ocorrência desses elementos [...] Eu imagino que se pudesse estudar todo esse local, quanta coisa vai se encontrar e o grande potencial que tem da ocorrência desses elementos, que são tão valiosos hoje para a economia mundial", afirma o pesquisador Vladimir de Souza.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.

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