PGR defende soltar ex-presidente do INSS investigado por propina de R$ 250 mil mensais
Enquanto milhares de aposentados e pensionistas tiveram dinheiro retirado de seus benefícios por meio de descontos associativos suspeitos de fraude, um dos ex-dirigentes investigados no esquema pode deixar a prisão preventiva.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) substitua a prisão de Alessandro Stefanutto , ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Preso desde novembro de 2025, Stefanutto foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto , que investiga um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A manifestação da PGR será analisada pelo ministro André Mendonça , relator do caso no STF.
Até uma decisão judicial, a prisão preventiva permanece em vigor.
PF aponta propina de até R$ 250 mil por mês Segundo a Polícia Federal, ele teria utilizado sua posição na autarquia para favorecer entidades envolvidas nas irregularidades e deixado deliberadamente de fiscalizar descontos suspeitos.
Em troca, teria recebido propinas mensais que chegaram a R$ 250 mil .
Os investigadores apontam que os pagamentos eram realizados por meio de terceiros e empresas utilizadas para ocultar a origem dos recursos.
Nos registros analisados pela PF, o ex-presidente aparecia sob o apelido de “Italiano” .
O ex-dirigente foi indiciado por suspeita de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Sua defesa nega as acusações e afirma que ele não cometeu irregularidades.
PGR defende manter outro investigado preso A Procuradoria, no entanto, adotou uma posição diferente em relação a Carlos Lopes , presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
Lopes, que ficou foragido antes de se entregar às autoridades em agosto, também é investigado por suspeita de participação no esquema.
A PGR se manifestou contra sua soltura, mas solicitou informações sobre suas condições de saúde e a capacidade da unidade prisional de oferecer atendimento adequado.
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