Hiperconectividade e correria da vida adulta levam mulheres a transformar hobbies em aliados da saúde mental
Hobbies se tornam ferramenta de cuidado com a saúde mental de mulheres Acordar, trabalhar, estudar, arrumar a casa, dormir e repetir tudo mais uma vez no dia seguinte.
E no próximo.
E no próximo… Cansativo, não é? Mas essa é a rotina de muitas mulheres: uma correria sem fim em que, quando finalmente chega o momento propício para o descanso, elas estão tão exaustas que não conseguem fazer nada ou, pior, sentem culpa por fazer algo "não produtivo".
Entre jornadas de trabalho cada vez mais aceleradas, responsabilidades domésticas e a presença constante das telas, encontrar tempo para si tem se tornado um desafio.
Por conta da rotina acelerada e da hiperconectividade, atividades antes vistas apenas como passatempo, a exemplo do crochê, corrida, pintura, jardinagem, leitura ou dança passaram a ocupar um novo espaço: o de ferramenta para cuidar da saúde mental. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A psicóloga clínica Aline Simões explica que, durante a infância e a adolescência, a prática de atividades físicas e hobbies é frequentemente incentivada por pais e pela própria escola.
No entanto, ao atingir a idade adulta, a rotina de trabalho exaustiva passa a consumir a maior parte do tempo e da energia das pessoas.
"A minha geração [millennial] traz essa carga de romantização do trabalho, de achar bonito estar ocupada, sem ter tempo para nada".
É muito comum optar por atividades que exijam o menor esforço possível, como o uso do celular e de redes sociais, após um dia cansativo.
Mas, segundo a psicóloga, esse tipo de entretenimento oferece uma recompensa rápida e fácil, e não promove experiências profundas ou satisfação a longo prazo, além de sobrecarregar a saúde mental.
Por isso, os hobbies ocupam um lugar importante entre o trabalho e o lazer passivo, por envolverem um comportamento mais ativo e refinado, focado no desenvolvimento de habilidades.
"O hobby pode promover divertimento, descanso e prazer, mas não é um prazer passivo, porque a gente está praticando uma habilidade, então acredito ser um hábito muito importante e saudável hoje em dia", afirma a psicóloga clínica.
Psicóloga clínica Aline Simões acredita que os hobbies ocupam um lugar importante entre o trabalho e o lazer passivo Arquivo Pessoal Mais do que uma forma de entretenimento, os hobbies têm sido ressignificados como momentos de pausa, autocuidado e bem-estar.
Logo, dedicar tempo a atividades prazerosas ajuda a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade e fortalecer a sensação de equilíbrio em uma rotina marcada por cobranças e excesso de estímulos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.