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Ibovespa tem nova semana “sangrenta”: mercado passou a precificar eleições de vez?

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Ibovespa tem nova semana “sangrenta”: mercado passou a precificar eleições de vez?

Mais uma semana “sangrenta” para o Ibovespa, que faz o índice cair de cerca de 4% no período, somando uma baixa de cerca de 7% na primeira quinzena do mês.

Acesse a lista de 12 ações de empresas que podem liderar os próximos ciclos do mercado Diversos fatores levam a esse novo desempenho negativo do benchmark da Bolsa, mas alguns ingredientes têm ganhado força, inclusive impulsionando a fuga de capital estrangeiro da Bolsa brasileira.

Apenas na sessão da última quarta-feira, houve retirada de capital externo R$ 1,632 bilhão da B3, aumentando o total de saídas neste mês para R$ 13,561 bilhões.

No acumulado do ano, contudo, o fluxo de capital externo está positivo em R$ 22,846 bilhões.

Para muitos analistas de mercado, o tema eleitoral e o risco fiscal embutido no cenário têm começado a fazer preço, pouco menos de dois meses da eleição, enquanto o tema de inteligência artificial segue forte e causando volatilidade nos mercados globais e a relação entre EUA e Brasil segue com impasses.

Todos esses fatores, em conjunto, criaram um ambiente particularmente desfavorável para os ativos brasileiros nas últimas semanas.

Eleições começam a assumir protagonismo O primeiro semestre na Bolsa contou com grande parte do debate em torno do fluxo global de recursos e da disputa entre Brasil e o tema inteligência artificial.

Mas, agora, muitos profissionais identificam uma mudança de foco com a proximidade das eleições.

A proximidade do pleito de outubro tem elevado a sensibilidade dos mercados à discussão fiscal e à direção da política econômica dos próximos anos.

“O mercado está cada vez mais preocupado com o fiscal, com o discurso dos candidatos à Presidência.

Está na dúvida se realmente haverá um novo desenho fiscal para o Brasil”, destaca Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.

Entre as principais gestoras locais, prevalece a visão de que outubro caminha para a recondução do presidente Lula para um quarto mandato , e também a decisão de atravessar o período com risco mínimo em ativos brasileiros.

Leia também: Mercado vê Lula favorito e reduz ainda mais alocações em Brasil antes das eleições Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, avalia que os investidores buscam sinais mais claros de comprometimento com as contas públicas, mas encontram pouca visibilidade em pleno período eleitoral.

André Matos, CEO da MA7 Capital, avalia que a precificação eleitoral já começou, embora ainda esteja em estágio inicial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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