Dino diz que momento adequado para STF analisar ação sobre emendas é depois das eleições
Flávio Dino durante audiência Pública relativa à ADI 7995/DF - 22/09/2026 Audiência Pública relativa à ADI 7995/DF - 22/09/2026 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino disse nesta terça-feira (22) que o momento adequado para que a Corte analise a ação que discute a transparência na indicação e execução das emendas parlamentares é depois das eleições.
Dino é relator do processo no STF.
A pauta da Corte é de competência do presidente Edson Fachin.
Os processos que serão julgados em outubro ainda não foram divulgados.
Dino deu a declaração durante audiência pública em Brasília sobre o tema.
Ao todo, 16 representantes participaram das discussões, entre integrantes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Também participaram representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Controladoria-Geral da União (CGU), além de especialistas e entidades da sociedade civil.
Dino determina que PF investigue indícios de crimes no pagamento de emendas parlamentares O encontro foi convocado pelo ministro para discutir a responsabilidade na destinação e aplicação de emendas parlamentares.
“Nós encerramos o que poderíamos chamar de instrução para podermos, a critério da Presidência do Tribunal, deliberar sobre o assunto — até porque temos uma questão temporal que favorece a questão —, qual seja, o encerramento de uma Legislatura e começo de outra, momento adequado para essa transição”, afirmou.
As emendas parlamentares são recursos do Orçamento executados conforme indicação dos deputados e senadores.
Uma série de irregularidades na indicação e execução desse dinheiro têm sido analisadas no âmbito da ação que tramita no STF, apresentada pela Rede Sustentabilidade.
“Só não faria em período eleitoral [o julgamento da ação], porque seria desleal com o Congresso.
Se eu pautasse isso faltando 15 dias para a eleição, seria uma atitude desrespeitosa que eu não cometo em relação a outro Poder.
Passada a eleição, é o momento adequado para que o Supremo possa exercer a jurisdição”, acrescentou Dino.
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