Act Digital acelera negócios com IA agêntica
A transformação digital continua sendo o principal negócio da brasileira Act Digital .
O que mudou foi a forma de entregá-la.
A diferença nos últimos anos é que a empresa passou a incorporar a inteligência artificial (IA), especialmente a agêntica, como um dos principais motores de sua estratégia, combinando agentes, modernização de arquitetura e governança para acelerar projetos corporativos.
Em entrevista ao IT Forum , o CTO da empresa, Frédéric Martineau , detalha como essa evolução está remodelando a operação da companhia.
“Nos últimos cinco anos, orientamos nossa estratégia muito para a transformação digital.
Agora, estamos caminhando para uma outra era de transformação, que é a transformação de IA e agêntica”, resume Martineau.
Segundo ele, o movimento não é sobre ajudar grandes empresas a rodar pilotos de inteligência artificial, mas sobre tirá-las do piloto e escalar o uso de IA no contexto corporativo, em que segurança e regulação pesam, como no setor financeiro, fortaleza histórica da companhia.
Essa escala vem, na prática, de squads híbridas compostas por times que combinam especialistas humanos com agentes, parte deles desenvolvidos pela própria Act como aceleradores, implantados diretamente no contexto do cliente.
O objetivo é acelerar o time to market das empresas atendidas, mas Martineau é enfático em dizer que a entrega não para no modelo de squad agêntica, passa também por modernizar arquitetura e evoluir a governança, tanto de dados quanto de acesso, como pré-condição para qualquer iniciativa de IA em escala.
Com o boom de agentes vem também o desafio que qualquer empresa de médio a grande portes já reconhece: a Shadow AI , uso não governado de ferramentas de IA nas áreas de negócios.
A resposta da Act tem sido estender a mesma disciplina que já aplicava a dados para a camada de IA, criando o que Martineau chama de uma camada única de gateway, que intermedeia os agentes, garante o uso dos modelos certos, aplica guardrails e mantém o tom de voz corporativo consistente entre os agentes de uma mesma empresa.
Essa camada nasce, segundo ele, já conectada por design a temas de FinOps, um paralelo direto com os desafios que cloud e dados trouxeram no passado, agora replicados para o consumo de tokens.
“Os tokens estão gerando agora custos que podem ser exorbitantes para as empresas”, diz Martineau, defendendo que toda iniciativa de IA nasça conectada a uma métrica de negócio clara, como time to market , qualidade de entrega ou custo, em vez de ser adicionada apenas por adicionar IA a um processo existente.
O resultado prático já aparece em produção, não só em experimentação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.