CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública que endurece penas contra facções criminosas
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
A medida estabelece regras mais rígidas para combater facções criminosas e amplia a integração entre as forças de segurança do país.
A proposta também abre caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública , separado do Ministério da Justiça.
CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado Com a conclusão da análise na comissão, o texto segue para votação no plenário do Senado .
A expectativa do governo federal é concluir a tramitação antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A criação da nova pasta faz parte dos planos do presidente Lula (PT) , que defende ampliar a participação da União no combate à criminalidade.
No entanto, o presidente se opõe à criação de um Ministério da Segurança Pública sem antes ter claro qual é o papel do governo federal na área .
Diante disso, estabeleceu que criaria o ministério após a aprovação da PEC.
A discussão sobre o orçamento do ministério deve começar após a promulgação da emenda, caso a PEC seja aprovada nas etapas seguintes.
Lula tenta mudar foco da campanha com lema baseado em segurança pública A proposta tem como relator o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
A CCJ já havia aprovado o texto-base em setembro, mas ainda precisava analisar destaques apresentados por parlamentares da oposição.
Nesta quarta-feira, o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), considerou os itens prejudicados devido à ausência dos autores das emendas.
O que muda com a PEC da Segurança Pública? Um dos principais pontos da proposta é o endurecimento das regras penais para integrantes de facções criminosas , milícias e organizações paramilitares.
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