Mensagens extraídas do celular de Cariani indicam amizade com policial na tentativa de frear investigação, diz MP
Renato Cariani é dono da empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema, na Grande SP, alvo da Operação Hinsberg em dezembro de 2023.
Reprodução/Instagram; e reprodução/TV Globo O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou, nas alegações finais do processo em que pede a condenação de Renato Cariani, que mensagens extraídas do celular do influenciador indicam que ele manteve conversas com um policial civil enquanto acompanhava uma investigação anterior sobre sua indústria química.
Segundo o MP, o policial André Dziuba atuou para conter o avanço dessa apuração a pedido de Cariani.
O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o documento, Cariani recebia informações privilegiadas sobre diligências, buscava detalhes sobre o inquérito e aparecia em conversas sobre o encerramento do caso. 🔎 As alegações finais são a última manifestação do Ministério Público antes da sentença em um processo criminal.
O MP denunciou Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
No documento, os promotores afirmam que a análise do celular de Cariani tem “especial relevância” porque, além de reforçar a acusação principal, indicaria uma atuação dele sobre uma investigação anterior da Polícia Civil que apurava operações ligadas à farmac AstraZeneca.
Os elementos extraídos de seus dispositivos evidenciam a preocupação concreta de Renato em impedir o avanço das investigações e preservar a continuidade do esquema criminoso, mediante a mobilização de servidores públicos e até mesmo de agente político Mais adiante, o MP afirma que Cariani “atuou de forma contínua para proteger a associação voltada ao fornecimento de insumos ao tráfico” e que “acompanhou de perto” o inquérito da Polícia Civil.
Além dele, o MP também pediu a condenação de Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes.
Já em relação a Roseli Dorth e Andreia Domingues Ferreira, citados em outros documentos, a Promotoria pediu a absolvição por entender que não há provas suficientes para condená-las.
Em nota enviada ao g1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido de condenação “não representa nenhuma surpresa” e que vai demonstrar, “com base na prova produzida ao longo da instrução”, que as teses da acusação “são improcedentes”.
A apuração anterior mencionada pela Promotoria é um Inquérito Policial conduzido pela Polícia Civil e que, segundo o documento, tramitou na 2ª Vara Criminal de Diadema, e foi arquivado em 2023.
O MP afirma que esse arquivamento foi usado pela defesa como argumento a favor da inocência de Cariani, mas sustenta que o promotor do caso não tinha conhecimento das mensagens extraídas do celular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.