Kotscho: Campanha na TV falará muito do passado e pouco do futuro
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A propaganda eleitoral na TV deve repetir o tom da pré-campanha presidencial, com muito debate sobre o passado dos candidatos e pouca discussão sobre propostas para o futuro, avaliou o jornalista Ricardo Kotscho no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A campanha eleitoral gratuita estreia neste sábado (29), com programas no rádio e na televisão. No debate, foram citadas estratégias de confronto entre candidaturas e o uso de temas como segurança pública e economia já na abertura do horário eleitoral.
A campanha na TV segue o que aconteceu até agora na pré-campanha. Fala-se muito do passado, do que fez, deixou de fazer e tal, e muito pouco do futuro. Você não vê ideias novas e boas de nenhum desses candidatos. As ideias novas não são boas e as boas não são novas. Ricardo Kotscho
Kotscho disse que, mesmo quando os candidatos citam temas que costumam render votos, como segurança pública, falta detalhamento do que seria feito na prática. Para ele, essa lacuna tende a permanecer no horário eleitoral.
Não tem o que falar em segurança pública, mas fazer o que exatamente? A direita sempre defendeu a bandeira da segurança pública, agora o governo também quer criar o Ministério da Segurança Pública e tal, mas o que muda realmente de concreto? Isso ninguém fala e dificilmente isso vai aparecer na TV também. Ricardo Kotscho
O comentarista também apontou que, no caso do presidente Lula, a estratégia de voltar a apresentar a própria biografia reforça a ênfase no que já foi feito. Ele disse não ver, até aqui, uma lista clara de projetos novos para os próximos anos.
No caso do Lula, por exemplo, apresentar a biografia dele mais uma vez é uma coisa voltada para o passado, como os projetos que já fez e deram certo, como Minha Casa, Minha Vida e agora o novo Pé de Meia. Mas quais são os projetos para o futuro? Isso eu não vi de nenhum desses candidatos até agora. Ricardo Kotscho
O presidente Lula é radicalmente contra a 'taxa das blusinhas'. Ele nunca a defendeu. O que ocorreu em 2024 foi uma decisão do parlamento brasileiro. Ainda havia dúvida se essa reforma tributária seria aprovada e regulamentada. O parlamento fez essa opção e Lula foi avisado que, naquele momento, o veto seria derrubado. De maneira democrática, Lula sancionou, mas pessoalmente ele sempre foi contra. Reginaldo Lopes (PT-MG), deputado federal
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