Conheça o Koff, festival de cinema coreano grátis que percorre cidades brasileiras
A onda da cultura coreana no Brasil por meio de k-pop, k-drama e gastronomia. Assinada por Nathalia Durval
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O Korean Film Festival (Koff) surgiu em Piracicaba, cidade a 160 km de São Paulo , e em quatro edições conseguiu triplicar seu circuito e se firmar como festival independente de referência do gênero, atraindo tanto os fãs da k-cultura quanto cinéfilos.
Grátis, a mostra de cinema começou no município do interior paulista na última semana e chega a Fortaleza nesta terça-feira (25). Depois, passa por Salvador (27 a 29/8), Curitiba (10 a 16/9), Recife (14 a 16/9), Belo Horizonte (15 a 20/9) e São Paulo (1º a 7/10). A programação une filmes independentes, premiados em festivais internacionais e estrelados por nomes populares. Nesta edição, são 60 longas e curtas.
Quando o projeto foi idealizado, em 2021, Márcia Kling não tinha nenhum contato com a Coreia do Sul , conta a fundadora do Koff. O festival foi aprovado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo de São Paulo e, após conseguir patrocínios, ganhou a primeira edição em 2023, em Piracicaba e na capital paulista.
Atualmente, o festival do gênero mais tradicional é a Mostra de Cinema Coreano , organizada há 15 edições pelo Centro Cultural Coreano no Brasil , com incentivo do governo do país asiático.
O Koff pegou um terreno fértil, com a popularização da cultura coreana no Brasil, sobretudo após a pandemia . "A Coreia do Sul é um país que está na moda por várias razões", diz o curador Rubens Rewald. "Sempre se fala muito sobre o soft power, os k-dramas , o k-pop, a culinária. O cinema coreano é um dos embaixadores desse movimento", avalia o cineasta.
O audiovisual do país asiático explodiu mundialmente com a vitória de "Parasita", de Bong Joon-ho, como melhor filme no Oscar de 2020. Antes do prêmio, no entanto, o setor já ganhava tração na cinefilia com sucessos cults como "Oldboy" (2003) e comerciais, a exemplo de "Invasão Zumbi" (2016).
Rewald destaca como a terra natal do k-pop consegue "fazer um cinema forte que não se afasta do público". "É um cinema comercial com uma pegada autoral", resume.
O principal desafio, no início do projeto, foi "mostrar ao público brasileiro que o cinema sul-coreano vai muito além dos títulos que alcançaram sucesso internacional no cinema e na televisão, como 'Parasita'", afirma Kling. A idealizadora conta que o festival foi crescendo com o boca a boca com escolas e público locais e hoje atrai espectadores de municípios vizinhos do interior paulista.
Em 2024, ele foi incluído no calendário oficial de Piracicaba. Lá, o evento é acompanhado por um pequeno festival de comida típica coreana. Debates e masterclasses completam a agenda.
A mostra começou a ser procurada por produtores, espaços culturais e até fã-clubes de artistas coreanos de outras capitais, diz Kling.
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